Polícia e Exército gregos vigiam fronteiras

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De  Michail Arampatzoglou
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A euronews encontrou-se com um grupo de migrantes do Paquistão e do Bangladeche detidos depois de atravessarem da Turquia para a Grécia

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Uma longa viagem em direção à Europa que termina num centro de detenção: a euronews encontrou-se com um grupo de migrantes do Paquistão e do Bangladeche, poucos minutos depois de serem detidos numa zona montanhosa junto à fronteira entre a Grécia e a Turquia.

Depois de terem passado um ano na Turquia, dizem ter atravessado há uma semana o rio Evros para o território grego. Mas não conseguiram escapar às medidas de controlo reforçadas impostas pelas autoridades helénicas.

Michalis Arampatzoglou, euronews: "Os poucos migrantes que conseguem atravessar o Evros, tentam escapar às estritas medidas de segurança nas montanhas. Seguem as linhas de transporte de energia para tentar chegar a uma cidade, longe da fronteira."

Nas últimas semanas, os guardas fronteiriços gregos têm uma ordem primordial: ninguém deve passar. A rota das montanhas era bastante popular, mas conta agora com uma forte presença das forças de segurança.

Ahmet, residente local: "Nos últimos anos, víamos muitos migrantes a atravessar. Eram inofensivos, não entraram nas nossas propriedades, mas agora está aqui o Exército. Agora os migrantes não passam, já não os vemos com frequência."

Na aldeia grega de Mikro Dereio, entre as fronteiras com a Turquia e a Bulgária, muitos residentes estavam habituados a ajudar migrantes e refugiados.

Dimitris Totonidis, residente de Mikro Dereio: "Ajudávamos muitos migrantes e eles continuavam a vir, durante anos e anos, e os números iam aumentando. Mas agora o fluxo está a diminuir, porque a polícia e o Exército vieram para os impedir."

A população local teme que novas tensões nas relações entre a União Europeia e a Turquia voltem a aumentar a pressão nas fronteiras.

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