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Os animais de estimação e a pandemia

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Os animais de estimação e a pandemia
Direitos de autor  AP Photo/Darko Vojinovic
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Os donos já estão cansados da quarentena, mas os animais de estimação parecem estar a adorar, agora que nunca ficam sozinhos e têm passeios a qualquer hora do dia.

"Tenho a certeza que eles já perceberam que não vamos trabalhar e que não os deixamos sozinhos. Mas tentamos manter a rotina diária, para que não fiquem muito confusos. Acho que eles estão a gostar mesmo deste tempo extra que estamos a passar com eles", diz uma cidadã húngara chamada Mariann Tóth.

Muitos donos interrogam-se se os animais de companhia representam um risco de transmissão da Covid-19, depois de terem surgido notícias de alguns animais alegadamente infetados.

A veterinária Blanka Reményi responde: "Assumimos que o vírus pode estar presente no pelo dos animais, se o dono estiver infetado com Covid-19. É possível que se alguém não cumprir as regras de higiene e estiver em contacto com o cão frequentemente, ele possa infetar os outros donos, membros da família ou vizinhos. E o vírus pode passar de um cão para o outro".

Algumas associações de animais estão a enfrentar dificuldades económicas e lançaram uma campanha de recolha de fundos.

"Até agora toda a gente nos pedia ajuda, mas agora somos nós que precisamos de ajuda. A nossa principal fonte de rendimentos era a proteção de eventos, mas por causa da epidemia, estes eventos foram cancelados, e os nossos sócios estão a dar menos", diz László Balázs, diretor de operações do Serviço de Salvamento de Pest.

"Já está provado que não apenas humanos, mas também os animais podem estar bastante deprimidos durante a quarentena. Mas nas ruas têm de seguir as mesmas regras que as pessoas. Têm de cumprir a distância de dois metros e depois do passeio lavarem as patas, realça o correspondente da Euronews na Hungria, Zoltán Siposhegyi.