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Indústria cinematográfica da Hungria sem trabalho

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Indústria cinematográfica da Hungria sem trabalho
Direitos de autor  ATTILA KISBENEDEK / AFP
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A indústria cinematográfica da Hungria é uma das grandes prejudicadas pela Pandemia de coronavírus. Nos últimos dez anos, as ruas de Budapeste apareceram em grandes produções de Hollywood. A indústria emprega, direta e indiretamente, pelo menos vinte mil pessoas. No início da epidemia, os cineastas foram dos primeiros a parar de trabalhar e as equipas estrangeiras presentes no país fizeram as malas e foram para casa.

Como não temos muito que fazer, organizamos eventos de caridade para as pessoas que trabalham na indústria cinematográfica e ajudamos com as aulas online do sistema de educação nacional. Tentamos distribuir computadores portáteis nas escolas mais carenciadas, porque não podemos fazer nada agora.
Attila Farago
Diretor Visionteam Ltd

Algumas cenas dos filmes Die Hard 5 e Blad Runner foram filmadas neste estúdio de 4.300 metros quadrados - que agora está vazio. O Instituto Nacional de Cinema da Hungria decidiu criar um fundo de auxílio, para ajudar os cineastas independentes a atravessar esta fase.

É claro que os duplos húngaros estão numa situação muito difícil devido à crise do coronavírus. Todas as filmagens e peças de teatro foram canceladas. A cada mês que passa ficamos cada vez mais preocupados, e não sabemos quando é que as filmagens poderão recomeçar. Mas normalmente os duplos estão conscientes que tudo pode acontecer a qualquer momento, como um acidente - por isso temos de estar preparados e ter algumas poupanças de lado.
Levente Lezsak
Duplo

A Hungria é um país atrativo para produções internacionais em vários aspetos. Desde o financeiro, com impostos menos pesados, até à mão-de-obra mais barata, mas bastante qualificada. No entanto, esta mão-de-obra agora ficou sem trabalho.

Normalmente, centenas de pessoas, como atores, figurantes e pessoal da iluminação costumavam passear pelo quintal deste estúdio. A disseminação do coronavírus obrigou ao encerramento da produção. Agora apenas as pessoas que mantêm o estúdio trabalham aqui, mais ninguém.
Beatrix Asboth
euronews