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Diplomacia da UE suspeita de ceder a pressão da China

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Diplomacia da UE suspeita de ceder a pressão da China
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O chefe da diplomacia da União Europeia, Jose Borrell, está a ser pressionado para esclarecer alegações de que o Serviço Europeu de Ação Externa acatou pressões do governo de Pequim para aligeirar um relatório crítico da propganda chinesa àcerca da pandemia de Covid-19.

A notícia surgiu no jornal norte-americano 'The New York Times", que alega ter sido adiada a publicação do documento para se proceder a ateraçõoes de conteúdo, o que foi refutado pela Comissão Europeia.

"Refuto e contesto totalmente quaisquer alegações de que aceitemos qualquer tipo de pressão externa em relação aos nossos relatórios. A alegação de que o relatório publicado na sexta-feira tenha sido suavizado é uma perceção errada do processo de trabalho em qualquer instituição, inclusivamente na imprensa. Há comunicação feita para uso interno e há comunicação para ser reproduzida publicamente", explicou Peter Stano, porta-voz do executivo comunitário para a política externa, em conferência de imprensa, esta segunda-feira, em Bruxelas.

A notícia do jornal refere que "há evidências de um esforço coordenado por parte de fontes oficiais chinesas para que não lhes seja atribuída culpa pela pandemia".

O jornal diz que a primeira versão do documento foi revista para retirar parágrafos e suavizar o tom crítico.

Bart Groothuis, eurodeputado neerlandês liberal, enviou uma carta ao chefe da diplomacia da União Europeia para obter explicações: "Quero ser muito claro. Não há nenhuma prova de que tenha havido intenção de desinformar. Peço apenas a Josep Borrell que dê uma explicação", disse, em entrevista à euronews.

"Mas se analisar o jornal alemão Die Welt, vê que publicou hoje uma notícia em que o governo alemão admite haver pressão por parte dos chineses de vez em quando, o que é muito irritante. Penso que os chineses estão mais fortes, a economia deles está a crescer muito rapidamente - pelo menos estava até chegar a Covid-19 - e durante a retoma continuarão a pressionar. Neste momento, os europeus devem responder que somos soberanos, que não aceitamos pressões e que não devem tentar fazê-lo, novamente", acrescentou Bart Groothuis.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês negou, veementemente, estar por detrás de esforços de desinformação, alegando que é vítima e não um promotor de notícias falsas.