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Governo moçambicano apela às famílias para não pararem vacinação nas crianças

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De  Lusa
Mozambique Cyclone Children
Mozambique Cyclone Children   -   Direitos de autor  Tsvangirayi Mukwazhi/Copyright 2019 The Associated Press. All rights reserved.

A diretora nacional de Saúde Pública de Moçambique, Rosa Marlene, apelou hoje às famílias para que as crianças não falhem o calendário de vacinação geral, devido a receios face à pandemia da doença respiratória covid-19.

"Não podemos permitir que alguma das nossas crianças morra por falta de uma vacina. O programa de vacinação existe e as vacinas estão disponíveis", disse hoje aos jornalistas, em Maputo, a fechar a Semana Africana da Vacinação.

"As crianças devem continuar a cumprir o calendário" de imunização, referiu, sob risco de poderem eclodir epidemias de outras doenças, como o sarampo ou a poliomielite, exemplificou.

"É importante, independentemente de termos [a pandemia de] covid-19, continuarmos a cumprir o calendário de vacinas", afirmou Rosa Marlene, admitindo que haja momentos em que os pais possam "ter receio de levar as crianças à unidade sanitária".

A eles garantiu: "Estamos a fazer tudo para que, de facto, se cumpram as normas de prevenção" nos centros de saúde contra infeções pelo novo coronavírus.

Alem da desinfeção, as consultas passaram a ser realizadas agrupando não mais que 20 pessoas, ou menos, consoante as circunstâncias.

O programa alargado de vacinação é um dos primeiros criados pelo Ministério da Saúde de Moçambique e representa a intervenção de saúde pública que até ao momento demonstrou maior eficácia, acrescentou aquela responsável.

Alem de proteger cada criança, uma vacina beneficia também "a comunidade e a família, reduzindo a circulação de organismos" que podem causar "doença em cadeia".

Moçambique regista um total acumulado de 79 casos de infeção pelo novo coronavírus, sem registo de mortes e com 10 recuperados.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 233 mil mortos e infetou mais de 3,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Cerca de 987 mil doentes foram considerados curados.