Epidemia dá "pedalada" às bicicletas

Epidemia dá "pedalada" às bicicletas
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De  Ricardo Figueira
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De Paris a Roma, passando por Barcelona, cada vez mais pessoas aderem a este meio de deslocação, como alternativa aos transportes públicos.

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Com o fim da primeira fase do confinamento em França e muitas pessoas a regressarem ao trabalho, a bicicleta está a ter mais sucesso que nunca. Se o carro não está ao alcance de todos, além de poluir e ser por vezes pouco prático, o transporte público é também uma opção que muitos querem evitar, já que veem nele um potencial risco acrescido de contágio.

A ganhar fica o meio visto como mais verde e mais ecomómico. Uma cliente de uma loja de bicicletas em Paris, onde o público fez fila para adquirir artigos em segunda mão a bom preço, diz que já tinha desistido de andar de bicicleta, mas decidiu voltar a este meio de transporte, porque tem medo de andar no metro.

Também em Itália este meio de locomoção está a ganhar "pedalada". A cidade de Roma introduziu 150 quilómetros de ciclovias, para incentivar os romanos a usar a bicicleta e poderem assim sentir-se mais seguros durante a epidemia de Covid-19, que já matou mais de 30 mil pessoas no país.

Como medida de segurança para evitar os contágios, os transportes públicos de Roma só permitem agora 50% da capacidade habitual A bicicleta ainda é pouco usada. Diz um ciclista: "Roma é uma cidade muito antiga e é difícil ter ciclovias inteiramente protegidas, mas este já é um passo importante".

Também Barcelona está a acrescentar ciclovias e a melhorar as existentes. A cidade catalã é já considerada uma das melhores do mundo para se andar de bicicleta.

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