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Alegria e ansiedade no desconfinamento belga

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Alegria e ansiedade no desconfinamento belga
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Carla Mauricio, residente em Bruxelas, recebeu amigos em casa, esta semana, pela primeira vez desde o confinamento decretado pelo governo belga a 14 de março.

Desde 11 de maio que é possível fazer reuniões em casa com quatro pessoas que não pertencem ao agregado familiar, desde que sejam sempre as mesmas presentes em todos os encontros e se tentem manter regras de higiene mais apertadas.

"É um marco importante no desconfinamento e eu estava ansiosa por ele, como é óbvio, e estou ainda mais desejosa que venham outras fases", disse a jovem à euronews.

O governo avisou que as pessoas devem manter algum distanciamento social para reduzir o risco contaminação durante estes encontros.

A primeira-ministra, Sophie Wilmés, avisou que o processo poderá ser revertido, à semelhança do que dizem os especialistas de saúde.

Mas é exatamente essa regressão que será difícil de aceitar, alerta o psicólogo Xavier Noel, professor na Universidade Livre de Bruxelas.

"Não tenho a certeza se será aceite um novo período de isolamento. Eu estaria preocupado com o grau de aceitação da população para voltar a esse cenário e penso que o governo também está ciente desse risco", disse Xavier Noel, em entrevista à euronews.

Mas nem todos estão desejosos de voltar a reunir-se com outras pessoas e esse é o caso de Bob Eck, residente em Bruges, que ainda não considera ser seguro fazê-lo.

“Perdemos uma pessoa do nosso círculo de amigos, que passou de um estado saudável para a morte em seis dias. Testemunhámos bem de perto a rapidez com que as coisas podem acontecer. Penso que isso é uma evidência suficiente para dizer às pessoas para se acalmarem e esperarem", afirmou Bob Eck, em entrevista à euronews.

Mas Carla e os seus amigos estão determinados a respeitar ao máximo as regras para que a saída do isolamento seja feita sem grande atribulação.