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Mazelas psicológicas da Covid-19

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Mazelas psicológicas da Covid-19
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Há dois meses que a Covid-19 empurrou os moscovitas para casa, com regras apertadas. As crianças não estão autorizadas a sair à rua nem sequer por pequenos períodos. A capital é o epicentro da epidemia na Rússia e o confinamento obrigatório vai continuar pelo menos até ao fim de maio. Algumas famílias sentem-se num desafio interminável.

Anastasya Preobrazhenskaya, psicóloga especializada na infância diz que o número de pacientes aumentou nos últimos tempos, apesar de só fazer consultas por video-chamada. "O problema do isolamento existe e afecta negativamente os mais pequenos. As crianças sofrem, preocupam-se, enervam-se, têm medo ou ficam hiperativos. Há um outro tipo de reação, a mais complicada e difícil de tratar, que é a apatia," diz.

Ekaterina pediu ajuda psicológica à Fundação Amway, que presta apoio a famílias adotivas. Vive com os dois filhos num apartamento de 30 metros quadrados e diz que confinamento se tornou um pesadelo. "Aumentou a ansiedade e as crianças tentam compendar isso com a minha atenção. O mais novo quer estar sempre com a irmã o que cria conflitos adicionais. Percebi que estava à beira de magoar os meus filhos, de lhe gritar. Não queria que isso acontecesse, porque eles não têm culpa disto," explica à Euronews.

Os psicólocos defendem que mais do que acompanhar as crianças, é preciso tratar dos pais. Ludmila Petranovskaya, uma reputada psicóloga russa, esclarece que "em primeiro lugar, esta situação afeta os adultos. Os pais têm novos medos e estão nervosos por causa do confinamento. Preocupam-se com o que vai acontecer no trabalho e o stress destes pais reflete-se sempre nas crianças. Agora, mais do que nunca, é muito importante que os adultos se cuidem e se mantenham fortes porque o bem estar de toda a família, incluindo das crianças, depende deles."

Os conselhos passam por tentar diminuir a pressão e descansar o mais possível. O trabalho da casa deve ficar para melhores dias.