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Protestos políticos no dia em que Brasil ultrapassa os 30 mil mortos por Covid-19

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Francisco de Oliveira, 77 anos, respira fundo enquanto é examinado por um médico em Manacapuru, Amazonas
Francisco de Oliveira, 77 anos, respira fundo enquanto é examinado por um médico em Manacapuru, Amazonas   -   Direitos de autor  Felipe Dana/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved.
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O Brasil ultrapassou os 30 mil mortos por Covid-19 depois de um recorde de óbitos em 24 horas, um país dividido pela política. Curitiba foi palco de nova manifestação a favor do presidente Jair Bolsonaro. "Estou defendendo o meu país, a minha bandeira e o nosso presidente, que precisa do nosso apoio - Jair Messias Bolsonaro", afirma uma manifestante.

Em Manaus, a cidade do Brasil mais atingida pelo coronavírus, segundo a fundação Fiocruz, houve manifestação política de oposição ao presidente e também de apoio aos protestos contra a morte de George Floyd nos Estados Unidos.

"Não podemos tolerar mais os abusos e os retrocessos sociais contra a classe trabalhadora, os pobres, os negros, os índios, as mulheres, a comunidade LGBT e todas as formas de opressão do governo Bolsonaro que impôs aos operários. Temos que fazer isto, basta de opressão!", diz João Yhiaiá, organizador do protesto.

Num país polarizado, as mortes por covid 19 aumentam. A cidade do Rio de Janeiro começou esta terça-feira com um desconfinamento parcial apesar de, ainda de acordo com a Fiocruz, não existirem dados consistentes sobre uma diminuição de casos e óbitos pelo coronavirus.

Na Amazónia, são as comunidades indígenas as mais vulneráveis. Neste caso, a tribo Yanomami lançou uma campanha para recolher apoio para expulsar das suas terras os cerca de 20 mil garimpeiros ilegais de ouro, a quem acusam de serem os principais vetores de transmissão da doença.

Nesta tribo, três índios já morreram e dezenas de outros estão infetados.