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"Protestem contra o mal"

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Irmão de George Floyd faz elogio durante o velório
Irmão de George Floyd faz elogio durante o velório   -   Direitos de autor  Julio Cortez/The Associated Press
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Minneapolis foi palco da primeira etapa das cerimónias fúnebres de George Floyd que vão prolongar-se por seis dias, em três cidades. Numa sala com lotação para mil lugares, foram ocupados 500 para assegurar a possibilidadade de distanciamento social. Durante mais de duas horas, o palco do auditório da Universidade de North Central, foi lugar de homenagem, mas também de ativismo.

"Não colaborem com o mal; protestem contra o mal. Juntem-se aos jovens na rua em protesto contra o mal, a desumanidade e a tortura que testemunharam naquele vídeo," disse Benjamin Crump, advogado da família.

A cerimónia contou com a participação de alguns ativistas pelos direitos civis como Jesse Jackson, Al Sharpton ou Martin Luther King III.

"Éramos melhores do que as escolas pobres para onde nos atiraste, mas tinhas o teu joelho no nosso pescoço. Podíamos gerir empresas, em vez de andar na rua, mas tinhas o teu joelho no nosso pescoço. Éramos criativos, podíamos fazer o que os outros fazem, mas não conseguimos tirar o teu joelho do nosso pescoço" - palavras do reverendo Al Sharpton, num dos momentos altos da cerimónia.

A cerimónia terminou com 8 minutos e 46 segundos de silêncio - o tempo que George Floyd esteve debaixo do joelho de Derek Chauvin, o polícia que arrisca agora uma pena de 40 anos de prisão.

Há várias cerimónias programadas para acontecer em três cidades ao longo de seis dias: após o velório em Minneapolis, o corpo seguiu para Raeford, na Carolina do Norte, onde Floyd nasceu. Na segunda-feira, haverá uma homenagem pública em Houston, no Texas, onde George Floyd foi criado e viveu a maior parte da vida. O último adeus está planeado para terça-feira.

Estas cerimónias decorrem em simultâneo com as manifestações de protesto que há uma semana tomaram conta de várias cidades dos Estados Unidos, algumas com cenas de violência que levaram à imposição do recolher obrigatório e a convocação da Guarda Nacional em várias cidades norte-americanas.

O procurador-geral do Estado do Minnesota agravou esta quarta-feira os termos da acusação aos 4 polícias envolvidos na morte de George Floyd. Derek Chauvin, que arrisca agora uma pena até 40 anos de prisão, é acusado de homicídio em segundo grau. Os restantes três são acusados de cumplicidade para cometer o crime.

Os quatro polícias envolvidos foram despedidos, e o agente Derek Chauvin, que colocou o joelho no pescoço de Floyd, encontra-se detido.

GeorgeFloyd morreu durante uma detenção por suspeita de ter usado uma nota falsa de 20 dólares numa loja.