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Etíopes celebram a barragem da discórdia

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Etíopes celebram a barragem da discórdia
Direitos de autor  Samuel Habtab/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved.
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Egito opõe-se ao projeto no Nilo Azul e fala em questão de "vida ou morte".

A água - foi isso que os etíopes vieram para a rua celebrar. Mais precisamente, as fortes chuvas que permitiram concluir a primeira fase de enchimento da barragem que promete mudar a vida na Etiópia.

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Para além de vir fornecer eletricidade a mais de metade dos quase 110 milhões de habitantes, pode tornar o país num ator central na exportação de energia. Só que também pode desencadear um conflito regional.

Uma habitante da capital, Adis Abeba, não esconde o contentamento porque relembra que grande parte da população ainda tem de recorrer a carvão para várias atividades quotidianas.

A chamada Grande Barragem do Renascimento Etíope traz no nome a ambição. Será o maior complexo hidroelétrico de África. Só que assenta nas águas do Nilo Azul, um dos principais afluentes do rio Nilo.

Tanto o Sudão, como sobretudo o Egito, a jusante, receiam problemas graves no abastecimento de água. Tem havido conversações entre os países, mas ainda sem sucesso.

A construção da barragem começou em 2011 e dois terços da estrutura já foram erguidos. Prevê-se que entre em pleno funcionamento em 2023.

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