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Família palestiniana vai ser expulsa de uma gruta na Cisjordânia

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Há um ano que Ahmed e a família vivem numa gruta, na Cisjordânia, mas agora estão a ser ameaçados de expulsão pelas autoridades israelitas, que ocupam o território.

Este engenheiro de 30 anos já tentou por duas vezes construir uma casa e viu sempre o projeto rejeitado pelo estado hebraico, que frequentemente manda demolir construções ditas ilegais.

Cansado da situação, Ahmed decidiu ocupar uma gruta, situada num terreno no povoado de Farasin que, segundo as autoridades palestinianas, pertence à sua família.

O raciocínio foi que sendo a gruta uma construção natural e milenar, não pode ter sido construída ilegalmente. Mas é bem conhecido que israelitas e palestinianos não raciocinam da mesma forma.

"Eu não entendo porque é que me impedem de viver numa gruta. Fazemos todos parte da natureza. Os animais fazem ninhos, escavam buracos, vivem em grutas e não são expulsos. A mim, tratam-me como um animal e não me deixam viver numa gruta", diz Ahmed Amarneh.

Ahmed arranjou a gruta para a tornar confortável, mas todas as manhãs quando vai tratar das cabras espera pela chegada das escavadoras. Ele sabe que a pandemia não chegará como pretexto para não virem, agora que já recebeu a notificação das autoridades israelitas.

Segundo uma ONG que contesta a colonização, Israel procedeu à demolição de 63 casas pertencentes a palestinianos, só no mês de junho.