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Londres: Mercado de Borough particamente vazio

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Londres: Mercado de Borough particamente vazio
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Há décadas que não se via o Mercado de Borough tão vazio nesta época do ano. Isto é um bom indicador do impacto do coronavírus na economia londrina.

"Normalmente temos 21,5 milhões de pessoas a entrar pelas nossas portas todos os anos; este ano teremos sorte se chegarmos aos três", afirma o diretor do mercado, Darren Henaghan.

As s estatísticas oficiais mostram que a pandemia empurrou o Reino Unido para a recessão pela primeira vez na última década.

O repórter da Euronews, Luke Hanrahan, constatou: "A azáfama do mais famoso mercado de produtos alimentares de Londres tem sido substituída pelo silêncio e pelo medo. Muitas pequenas empresas temem que esta situação continue e que acabem por ir à falência".

Phil tem um estabelecimento comercial no mercado e teme pelo fim das ajudas do estado.

"O meu principal receio é quando acabar a ajuda. Tem sido uma verdadeira almofada, com o salário do meu pessoal a ser coberto a 80% todos os meses. Ainda nem sequer fiz cálculos, nem sei como é que vai ser quando isso acabar", confessa.

A três quilómetros do mercado, no banco alimentar, a procura cresceu oito vezes. Rachel Ledwith fala da enorme quantidade de pessoas que se viram, quase de um dia para o outro na situação de pobreza.

"A pandemia trouxe à tona situações de pessoas que estavam à beira da pobreza. Derrubou-as e introduziu a pobreza em toda uma vasta gama da população. Penso que isto prova a rapidez com que se pode cair de um nível para o seguinte".

Os dados do mês de julho mostram que há menos 700 mil pessoas no sistema de pagamento de salários das empresas. Segundo os analistas financeiros, como Garry Young, do Instituto Nacional de Economia e Investigação social, isto pode ser só o começo.

"Penso que existe um risco real de que, quando o esquema das ajudas terminar, haja, por assim dizer, um banho de sangue de empregos; um forte aumento do desemprego, o que se vai repercutir no resto da economia".

Tudo indica, portanto, que o verdadeiro impacto económico da pandemia, no Reino Unido, ainda está para chegar.