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Motim e detenções no Mali

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Motim e detenções no Mali
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No Mali, Presidente, Primeiro-ministro e outros dirigentes governamentais foram detidos por um grupo de militares amotinados.

Uma revolta, que veio do seio das Forças Armadas quando o país está mergulhado numa grave crise sociopolítica.

Os soldados começaram a incursão em Kati, o mesmo quartel de onde surgiu uma revolta há mais de oito anos, detendo altas patentes militares.

As reações não se fizeram esperar. O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, adverte, através das redes sociais que um golpe de Estado "nunca é a solução para uma crise, por mais profunda que seja". Já o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, condenou, "energicamente" as referidas detenções.

O chefe de Estado, Ibrahim Boubacar Keita, de 75 anos, está a ser pressionado, há vários meses, pela oposição, o Movimento 5 de Junho para abandonar o cargo. É acusado de gerir mal o aumento do poder de radicais islâmicos no país.

Mediadores regionais chegaram a tentar que se criasse um governo de unidade nacional mas a oposição recusa trabalhar com Keita.

A situação no país agravou-se quando os protestos em julho acabaram com, pelo menos, 11 pessoas mortas.