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NATO quer "investigação transparente" ao envenenamento de Navalny

NATO quer "investigação transparente" ao envenenamento de Navalny
Direitos de autor AP Photo/Pavel Golovkin, File
Direitos de autor AP Photo/Pavel Golovkin, File
De  Nara Madeira com AFP, AP
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NATO pede investigação transparente ao envenenamento de Alexey Navalny, o líder da oposição russa.

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Alexey Navalny não corre perigo de vida mas desconhece-se a extensão das sequelas enquanto continua por esclarecer o que aconteceu ao líder da oposição russa, o que o levou ao coma. 

O secretário-geral da NATO pede esclarecimentos. Jens Stoltenberg diz não terem "razão para duvidar das conclusões dos médicos no hospital" alemão e que o que é preciso agora "é de uma investigação transparente para descobrir o que aconteceu e garantir que os responsáveis são punidos".

As autoridades alemãs apoiam a tese de envenenamento. Já a Comissária do Conselho da Europa para os Direitos Humanos, afirmava ser "crucial que as autoridades russas conduzam, rapidamente, uma investigação independente e eficaz" e em particular, conclua se houve, ou não intencionalidade.

Nas redes sociais o primeiro-ministro britânico escrevia que é necessária uma investigação completa e transparente acrescentando que os responsáveis devem ser responsabilizados e que o Reino Unido unirá esforços internacionais para garantir que a justiça será feita.

Já a Rússia mantém a posição de que não há provas de envenenamento. O porta-voz da presidência, Dmitry Peskov, diz que são, "categoricamente", contra quem fale de envenenamento, "o que ainda não foi confirmado. Trata-se de um cidadão russo que está em coma" e acrescenta que a Rússia gostaria de saber qual foi o motivo do coma de Navalny.

O líder da oposição russa sentiu-se mal durante uma viagem de avião. Antes de embarcar tinha parado num café. Foi hospitalizado na Rússia, os médicos garantiam não haver sinais de envenenamento enquanto a família, que acredita no contrário, lutava para que fosse transferido para a Alemanha o que acabou por acontecer. Foi aí que os médicos indicaram, através de testes feitos num laboratório independente, que há sinais de envenenamento.

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