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Mediar o conflito turco-grego "foi duro", diz ministra alemã

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Mediar o conflito turco-grego "foi duro", diz ministra alemã
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O conflito turco-grego está a ser discutido em Bruxelas. Esta tarde, a ministra da Defesa da Alemanha, Annegret Kramp-Karrenbauer admitiu - sem saber que estava a ser ouvida - que as negociações entre a Grécia e a Turquia estão a ser difíceis.

A ministra da Defesa da Alemanha conversava com o Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrel, sobre o tema e ambos não se aperceberam de que estavam a ser ouvidos pelos jornalistas.

Josep Borrell perguntou à ministra como tinha sido o encontro com o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros com os homólogos turco e grego. Annegret Kramp-Karrenbauer respondeu que as conversações não foram fáceis.

"Duro. Um pouco mais suave do lado grego, mas muito duro do lado turco.", disse a ministra da Defesa da Alemanha.

Josep Borrell continuou o diálogo: "Os turcos estão muito chateados com este acordo. Pensam que os gregos não são de confiança.", disse o Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros.

Annegret Kramp-Karrenbauer respondeu a Borrell e admitiu que Angela Merkel poderá intervir na mediação.

"Acho que haverá um telefonema de Angela Merkel para o presidente Erdogan esta sexta-feira.", disse a ministra.

Grécia e Turquia mantêm o pulso forte no braço-de-ferro que está a acontecer no mediterrâneo.

Depois do governo alemão intervir com mediações de um lado e do outro, o primeiro-ministro grego mantém o argumento inicial: Os direitos que a Grécia tem no Mar Mediterrâneo ditados pela convenção das Nações Unidas.

"O nosso país exerce os direitos delineados pela Convenção sobre o Direito do Mar, que diz que a implementação da linha mediana onde a distância entre a costa é mais curta do que 24 milhas náuticas.", disse Kyriakos Mitsotakis.

Na Turquia, o discurso subiu de tom. Perante milhares de pessoas, o presidente turco deixou alguns avisos à Grécia.

"Nós não controlamos nenhum território de outros países, portanto não estamos dispostos a fazer concessões sobre aquilo que nos pertence. Estamos determinados a fazer o que for necessário na política e na economia em termos militares. Convidamos o governo grego a agir em conjunto e evitar erros que os nos podem levar à ruína.", disse Recep Tayyip Erdogan.

EUA, Alemanha e União Europeia apoiam o lado grego.