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Julgamento do caso Charlie Hebdo

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Julgamento do caso Charlie Hebdo
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Começa esta quarta-feira o julgamento dos alegados cúmplices dos autores dos atentados de janeiro de 2015 contra o Charlie Hebdo e o supermercado Hyper Kacher. Cinco anos e meio depois dos atentados, 14 réus são chamados a comparecer num Tribunal de Paris, onde também pairará a sombra dos três terroristas abatidos pela polícia.

Os irmãos Kouachi, que mataram 12 pessoas durante o ataque ao Charlie Hedbo e Amédy Coulibaly, que abateu um polícia a tiro em Montrouge assim como quatro pessoas, todas judias, no supermercado Kacher.

Três dos seus principais cúmplices estarão ausentes do julgamento, incluindo Hayet Boumédienne, a ex-companheira de Amédy Coulibaly, que saiu de França para a Síria através da Turquia, poucos dias antes dos ataques e foi vista em imagens de videovigilância. Foi dada como morta durante um tempo, mas terá sido vista viva em outubro de 2019 na Síria, onde fugiu de um campo. Os investigadores ainda esperam encontrá-la.

Hayet Boumédienne terá ajudado Amédy Coulibaly a financiar os ataques através de golpes fraudulentos. Também ausentes deste julgamento, estão os irmãos Belhoucine que também se juntaram às fileiras do Daesh no Iraque e na Síria antes dos ataques - e podem ter morrido durante os combates.

Acusado de cumplicidade em crimes terroristas, Mohamed Belhoucine arrisca a pena mais pesada: prisão perpétua, tal como Ali Riza Polat preso desde 2015 - que estará presente no banco dos réus.

Os outros réus são apresentados mais como executantes e não mandatários. Serviram principalmente para dar apoio logístico, ajudando a fornecer armas, munições, dinheiro ou veículos aos três terroristas. Apenas um deles, Christophe Raumel, está livre de acusações por atos de terrorismo e comparecerá em liberdade no tribunal.

Este julgamento também deve ajudar as testemunhas dos ataques e os familiares das vítimas a recuperarem do trauma. Existem quase 200 queixosos neste processo que se deve prolongar até ao dia 10 de novembro.