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Itália prepara início do novo ano académico

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Itália prepara início do novo ano académico
Direitos de autor  FILIPPO MONTEFORTE/AFP
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Itália prepara o regresso às aulas na academia.

Na Universidade La Sapienza, de Roma, ultimam-se os preparativos para o início do ano académico, daqui a duas semanas.

Após meses de ensino à distância, as salas de aula da maior universidade da Europa irão receber, novamente, estudantes, mas com limitações. Os lugares terão de ser reservados, previamente, na internet.

O reitor Eugenio Gaudio, explica que com o sistema de reserva de lugares saber-se-á, com precisão, quem está presente na sala de aula num determinado dia e a uma determinada hora. Todos os estudantes serão, também, convidados "a descarregar a aplicação 'imuni', que é aquela que o Governo recomenda para manter a rastreabilidade ".

Cada aula será, também, transmitida na internet para usufruto dos estudantes que permanecerem em casa. Isto significa que os cursos que incluem exercícios nos laboratórios terão de recorrer às novas tecnologias.

O diretor do departamento de biologia e biotecnologia da universidade, Marco Oliverio, explica que estão a reequipar as salas e, como é difícil mostrar as amostras aos alunos, através de uma câmara, estão a ser preparadas imagens em três dimensões para "que os estudantes possam estudar em casa, quase como se estivessem na sala".

O primeiro semestre servirá como um ensaio para este método híbrido de ensino. No entanto, os estudantes dizem sentir-se desorientados com estas medidas.

O estudante Antonio Lodise acredita que "as diretrizes atuais não dão qualquer resposta aos estudantes que estão prestes a formar-se e que precisam de terminar o estágio. Os estudantes que não são de Roma não sabem se e quando terão de pagar uma renda na cidade para frequentar cursos. Estas diretrizes têm de ser mais concretas, tangíveis".

"Em Itália há mais de 1 milhão e meio de estudantes universitários. O início do novo ano académico representa um teste crucial para o país, um dos mais afetados pelo novo coronavírus na Europa. As primeiras semanas serão decisivas para compreender se as novas medidas são realmente eficazes", relata a jornalista da euronews Elena Cavallone.