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Protestos contra Lukashenko passam "ponto de não retorno"

Líder da oposição bielorrussa Svetlana Tikhanovskaia com o primeiro-ministro polaco
Líder da oposição bielorrussa Svetlana Tikhanovskaia com o primeiro-ministro polaco Direitos de autor  Monika Scislowska/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved.
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De Euronews
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Regime bielorrusso deteve mais uma figura proeminente da oposição

Não há volta atrás nos protestos que duram há um mês na Bielorrússia, que prometem continuar. É esta a mensagem dos opositores ao regime de Alexander Lukashenko, apesar da campanha do poder para tentar silenciar as principais figuras da oposição.

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A rival de Lukashenko nas presidenciais de agosto foi recebida esta quarta-feira em Varsóvia pelo primeiro-ministro polaco.

Svetlana Tikhanovskaia, líder da oposição bielorrussa: "Ultrapassámos o ponto de não retorno, num momento de grande violência que a nossa a população pacífica enfrentou a 9, 10 e 11 de agosto, quando foi apanhada nas ruas, posta na cadeia e duramente torturada."

Svetlana Tikhanovskaia reuniu-se com membros da diáspora na recentemente inaugurada Casa Bielorrussa, edifício doado pela Polónia, recebendo pela ocasião a chave da instituição das mãos do chefe do governo polaco.

Maria Kolesnikova, uma das figuras proeminentes do Concelho de Coordenação, criado pela oposição para facilitar a transição de poder no país, está, segundo o pai, detida em Minsk. 

Kolesnikova tinha sido detida na segunda-feira na capital bielorrussa e transportada para a fronteira com a Ucrânia, onde terá rasgado o passaporte para impedir a expulsão para o país vizinho.

Esta quarta-feira, as autoridades detiveram o advogado Maxim Znak, também membro do Concelho de Coordenação. 

O único elemento do organismo ainda em liberdade é a prémio Nobel da Literatura de 2015, Svetlana Alexievich.

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