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250 sírios à espera da expulsão

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De  Laurence Alexandrowicz
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Há um ano que 250 sírios vivem num acampamento em Vaulx-en-Velin, nos arredores da cidade francesa de Lyon. Desde dia 14, sabem que vão ser expulsos a qualquer momento. A Justiça ordenou a expulsão, a pedido da Câmara Municipal de Vaulx-en-Velin.

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Há um ano que 250 sírios vivem num acampamento em Vaulx-en-Velin, nos arredores da cidade francesa de Lyon. Desde dia 14, sabem que vão ser expulsos a qualquer momento. A Justiça ordenou a expulsão, a pedido da Câmara Municipal de Vaulx-en-Velin. Serão avisados na véspera e terão algumas horas para levarem o que puderem.

Soria Boumendjel da associação Les Vaudais Solidaires não poupa a autarquia: "Quer arrasar o acampamento para a inauguração da mediateca para mostrar o prestígio de Vaulx-en-Velin, mas nem imagina o caos que existe por detrás. Há 1 500 casas vazias em Vaulx-en-Velin. No acampamento, há 250 pessoas, 70 famílias que podem ser acomodadas".

Adel Hamad, que era pasteleiro na Síria, explica por que razões os filhos deixaram de ir à escola: "Estou pronto para mandar os meus filhos para a escola, mas precisamos de uma casa. O meu filho fala francês, mas os amigos dele dizem que ele mora no acampamento, que é sujo, que há o coronavírus e ele tem complexos e não quer ir à escola até termos um lugar para morar, para que ele possa tomar banho e vestir-se adequadamente".

Mohamed Hamad era técnico assistente dentário. Deixou a Síria em 2011, mas não fecha a porta a um regresso: "Se houver uma maneira, se a Turquia abrir a sua fronteira com a Síria, vou voltar para a Síria. Prefiro morrer lá do que aqui."

As autoridades francesas não têm um plano para realojar estes migrantes. Vão realizar um diagnóstico social, quando ocorrer a expulsão, e talvez alguns, apenas alguns, tenham a sorte de vir a ter um teto.

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