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Nova lei climática da UE cria grande desafio económico

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Nova lei climática da UE cria grande desafio económico
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Inundações, incêndios florestais, degelo polar são eventos climáticos extremos que aumentaram por causa do aquecimento global, gerado pela poluição emitida com base em atividades humanas, causando perda de vidas, de biodiversidade e de dinheiro.

A Comissão Europeia propôs, em março passado, a mais ambiciosa lei climática do mundo para diminuir as emissões de gases com efeito de estufa e mudar o curso da Humanidade, sublinhou a chefe do executivo, Ursula von der Leyen: "Este é um momento na Europa que equivale à chegada do Homem à Lua".

O objetivo é obter a neutralidade de emissões poluentes em 2050, na medida em que os mecanismos naturais e tecnológicos são suficientes para absorverem o nível de poluição produzida.

Em setembro de 2023, e depois a cada cinco anos, a Comissão Europeia verificará o progresso de cada um dos Estados-membros.

55% ou 60% de redução?

A meta da Comissão Europeia é chegar a 2030 com menos 55% de emissões de gases com efeito de estufa por comparação com os níveis de 1990.

O Parlamento Europeu pede uma meta mais ambiciosa, dizendo que a redução deve ser de pelo menos 60%.

Já os países muito dependentes do carvão, sobretudo no leste da União, alegam que qualquer dessas metas vai prejudicar, fortemente, a economia.

O executivo comunitário diz que o Pacto Ecológico Europeu será uma importante ajuda para mudar o rumo.

“Aqueles que negam as alterações climáticas e dizem que ter uma sociedade sustentável implicaria voltarmos a viver em cavernas e comer erva, deviam compreender que a teoria do medo não será bem sucedida. Pode obter-se altos níveis de bem-estar sem destruir o planeta como se houvesse mais dois à nossa disposição", disse Frans Timmermans, vice-presidente-executivo da Comissão Europeia.

Será suficiente ou ainda é preciso mais?

Desde 1990, as emissões de dióxido de carbono foram reduzidas em 24% na União Europeia, tendo a economia crescido 61%.

A União Europeia terá de deixar de emitir, por ano, 107 milhões de toneladas de dióxido de carbono para atingir a neutralidade entre emissões de gases poluentes e a capacidade de os absorver. E há quem acredite que não será suficiente para limitar o aquecimento global a 1,5 graus C, como defende o Acordo de Paris.

"Quando a União Europeia apresenta esta lei climática para ter a neutralidade de emissões em 2050, está indiretamente a admitir uma rendição, está a desistir do Acordo de Paris e das promessas de fazer todo o possível para garantir um futuro seguro para os seus próprios filhos", disse a ativista ambiental Greta Thunberg, na visita, em março passado, ao Parlamento Europeu.

O certo é que uma transição climática na União Europeia, que mantenha a competitividade económica e que inspire outras partes do mundo, exigirá investimentos significativos, eliminando gradualmente os subsídios aos combustíveis fósseis e terá de ter o apoio de todos os países do bloco.