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Eurodeputados querem afastamento de líder da extrema-direita grega

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Eurodeputados querem afastamento de líder da extrema-direita grega
Direitos de autor  Παντελής Σαίτας/ 2019 ΑΘΗΝΑΪΚΟ ΠΡΑΚΤΟΡΕΙΟ ΕΙΔΗΣΕΩΝ - ΜΑΚΕΔΟΝΙΚΟ ΠΡΑΚΤΟΡΕΙΟ ΕΙΔΗΣΕΩΝ
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Os eurodeputados apelaram ao levantamento da imunidade parlamentar de um membro da extrema-direita.

O apelo surge após um tribunal grego ter julgado o partido político Aurora Dourada culpado de criar e gerir uma organização criminosa.

O eurodeputado Ioannis Lagos é um dos líderes do Aurora Dourada.

O Parlamento Europeu afirma que apenas pode iniciar o levantamento da imunidade depois de ser formalmente notificado pelas autoridades gregas pois cabe a estas decidirem se anulam o mandato do eurodeputado.

Este processo contudo pode ser demorado.

Alguns eurodeputados gregos apelaram ao presidente do parlamento para tomar uma decisão política e suspender os direitos de Lagos até ao fim do processo.

"Trata-se de uma decisão importante e Pavlos Fyssas foi um símbolo e uma advertência para todos. Um símbolo que mobiliza todas as forças liberais democratas da Europa. O presidente Sassoli tem que tomar uma decisão simbólica que leve à exclusão de Lagos de todos os processos democráticos. É inaceitável que Lagos tenha os mesmos direitos que todos os eurodeputados democraticamente eleitos, sendo ele próprio parte de um grupo criminoso tal como decidiu a Justiça", defende o eurodeputado grego Nick Androulakis dos Socialistas & Democratas.

O presidente do PPE, Manfred Weber, enviou igualmente uma carta oficial ao presidente do parlamento.

Weber pretende uma investigação à conduta de Lagos na sequência de mau comportamento ocorrido na sessão plenária do mês passado.

A investigação poderá acarretar penalidades incluindo a suspensão de alguns dos seus direitos enquanto eurodeputado.

Apesar da decisão judicial desta semana, os partidos de extrema-direita estão em ascensão na Europa e os padrões democráticos estão a recuar.

Será possível inverter esta tendência?

Precisamos que as forças dominantes ofereçam opções melhores às pessoas e que podem ir desde a rejeição do neoliberalismo que foi demasiado aceite, penso, e causou problemas no centro esquerda ou simplesmente adotar políticas de migração que sejam humanas e aceites pela população. Precisamos de respostas mais eficientes vindas do Centro mas penso também que os líderes europeus devem estar preparados para enfrentarem estes regimes quando estes alcançam o poder interrompendo os financiamentos porque na realidade estão a crescer com fundos europeus", afirma Roger Daniel Kelemen, professor de Ciência Política e Direito na Universidade Rutgers.

O processo em questão pode agora, pela primeira vez na história, ser acelerado. Mais do que nunca, o futuro político de Lagos está agora em dúvida.