Conflito por Nagorno-Karabakh compromete cessar-fogo

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Em Ganja, Azerbaijão, equipas de resgate procuram por sobreviventes entre os escombros de um bairro residencial. Autoridades azeris acusam Arménia de bombardear grandes cidades e matar civis

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No sítio onde outrora estava um bairro residencial da cidade de Ganja, Azerbaijão, há agora uma busca por sobreviventes entre os escombros. As autoridades locais dão pelo menos nove pessoas como mortas, na sequência do que dizem ter sido um ataque de mísseis arménios.

O Azerbaijão e a Arménia assinaram, dia 10 de outubro, um pacto de cessar-fogo, mediado pela Rússia, mas o acordo, ao que tudo indica, parece ter durado apenas algumas horas.

Um lado e outro trocam agora acusações de violação das tréguas e de bombardeamento de várias cidades.

No terreno, o conselheiro da Presidência do Azerbaijão, Hikmet Hajiyev, diz que o ataque em Ganja "é um ato de genocídio por parte da liderança política arménia contra o povo azeri".

Hajiyev alega que "houve uma trégua humanitária, em que foi feito um um cessar-fogo, mas. no dia seguinte. as forças armadas arménias atacaram com mísseis uma parte densamente povoada da cidade" e que "vários civis foram mortos ou ficaram feridos como resultado desses ataques".

O golpe, diz ainda, "é um crime de guerra, um crime militar, e também mostra, mais uma vez, que quando os arménios falam de paz não passa de hipocrisia".

A procuradoria-geral do Azerbaijão acusa ainda as forças armadas arménias de terem atacado a central hidroelétrica de Mingachevir.

Mas, ainda de acordo com as autoridades azerbaijanas, todos os mísseis foram intercetados.

As forças separatistas de Nagorno-Karabakh negaram os ataques e garantem que o exército do território está a cumprir o cessar-fogo.

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