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A lenta destruição da fauna no Pantanal

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Equipa do Instituto Nex efetua tratamento a Amanaci
Equipa do Instituto Nex efetua tratamento a Amanaci   -   Direitos de autor  Euronews
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O maior felino do continente americano tornou-se num símbolo maior da catástrofe que o Pantanal brasileiro está a viver.

Amanaci, uma jaguar fêmea, foi encontrada a mil quilómetros do seu habitat natural e muito próxima da morte. Para além de fraturas expostas, tinha queimaduras de terceiro grau em grande parte do corpo, incluindo nas patas.

Deixou de poder expor as garras. Muito provavelmente, terá de passar o resto da vida em cativeiro.

"Se ela voltar para a vida livre, essa vida dela vai ser um pouco prejudicada por causa da ausência dessa função [de expor as garras]. Então a gente ainda vai ter que pesar muito bem se ela volta ou não, mas a chance dela ficar [em cativeiro], de não voltar para a vida livre, é bastante grande", explica Thiago Luczinski, veterinário.

Os incêndios devastadores naquele que é considerado um paraíso da biodiversidade estão a provocar uma destruição massiva da vida animal, sem que pareça haver responsabilidades à vista.

Segundo Cristina Gianni, fundadora do Instituto Nex, que resgata estes animais, "enquanto continuar a impunidade, enquanto continuar essa mentalidade deseducada de que onça boa é onça morta, de que terra existe para pasto... enfim, vários chavões com os quais a gente convive que não tem mais cabimento, então vai ser difícil consertar tudo."

Calcula-se que, só este ano, as chamas já tenham consumido cerca de 25% do Pantanal no Brasil.