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União Europeia impõe sanções a seis russos no caso Navalny

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Josep Borrell, Alto Representante da Política Externa da União Europeia
Josep Borrell, Alto Representante da Política Externa da União Europeia   -   Direitos de autor  Jean-Christophe Verhaegen/AP
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A União Europeia aplicou sanções contra seis indivíduos e a uma organização pelo seu envolvimento no envenenamento do opositor russo Alexei Navalny.

O congelamento de bens e a proibição de emissão de vistos foram aplicados a alguns dos mais altos funcionários da Rússia, incluindo um vice-ministro do governo e um vice-chefe de gabinete do presidente Vladimir Putin.

A entidade sancionada foi o Instituto Estatal de Investigação Científica de Química Orgânica e Tecnologia, entidade russa responsável pela destruição de armas químicas da era soviética.

"A proliferação e o uso de armas químicas são inaceitáveis ​​e vão contra o direito internacional", justificou um porta-voz da Comissão Europeia, Peter Stano, quinta-feira, no Twitter.

Alexei Navalny adoeceu gravemente durante uma viagem de avião de uma cidade na região russa da Sibéria para a capital do país, Moscovo. Depois de alguns dias em coma num hospital em Omsk, foi transferido para uma unidade na Alemanha, como pedido pela família.

O envenamento por Novichok, que ataca o sistema nervosos central, foi conformado por cientistas alemães e a diplomacia alemã tem sido das mais veementes sobre a necessidade de apurar responsabilidades.

"A Rússia deve dar mais explicações sobre o ataque contra Alexei Navalny com recurso a uma arma química proibida. Não tem dado suficientes explicações. Dissemos, repetidamente, que esse comportamento não será tolerado sem consequências, pelo que a União Europeia decidiu aplicar sanções, por unanimidade, e muito rapidamente", disse Heiko Maas, ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha.

O governo russo nega qualquer responsabilidade no caso e não tem mostrado disponibilidade para participar numa investigação internacional.