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Colapso na produção de azeite devido à queda da procura

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Colapso na produção de azeite devido à queda da procura
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Dois mil e vinte assistiu a números recorde no consumo de azeite em todo o mundo. Os produtores registaram um aumento da procura de azeite extra-virgem este ano: 31 milhões de toneladas, o que representa mais 86% relativamente a 2019. Mas 2020 também anuncia o colapso da produção, em Itália e em toda a bacia do Mediterrâneo.

“Em Itália temos 1,2 milhão de hectares de olivais e 780 mil quintas, (...) no ano passado, chegámos às 320 mil toneladas de azeite. Este ano caiu cerca de 30% - a produção deve ficar em torno das 230/250 mil toneladas", disse o presidente da Associação dos Produtores de Azeite, Paolo Mariani.

O setor pagou uma fatura pesada devido à pandemia. A crise sanitária influenciou a queda nas vendas devido ao encerramento do setor da restauração.

Os preços pagos aos produtores também caíram 44% - trata-se do valor mais baixo desde 2014 e nalguns casos os preços não cobrem os custos de produção.

Para sair desta tendência, algumas associações propõem uma nova classificação dos produtos, baixando a acidez máxima do azeite extra-virgem dos atuais 0,8% para 0,3/0,4%, uma medida que daria o rótulo de azeite extra virgem a grande parte da produção de Espanha e da Tunísia e teria impacto direto ao nível dos preços.

Apesar dos sinais contraditórios, os analistas esperam que o mercado do azeite volte a crescer nos próximos anos, graças ao aumento do interesse mundial pela dieta mediterrânica - considerada uma das mais saudáveis do mundo.