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Economia na UE vai contrair 7,4% em 2020

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Economia na UE vai contrair 7,4% em 2020
Direitos de autor  Francois Lenoir/AP
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A segunda vaga da pandemia de Covid-19 interrompeu o pouco crescimento económico registado no verão e mergulhou a União Europeia em incerteza. O alerta foi feito, quinta-feira, na apresentação das projeções de Outono da Comissão Europeia.

  • A produção de riqueza vai cair 7,4% em 2020, antevendo-se um crescimento de 4,1% em 2021

  • A taxa de desemprego deverá aumentar dos 6,7% em 2019 para 7,7% em 2020 e 8,6%, em 2021

Apesar da necessidade de voltar aos confinamentos no outono, mesmo que parciais, não augurarem nada de bom para o inverno, o comissário europeu para a Economia, Paolo Gentiloni, sublinhou que a folga dada no verão foi importante para a economia.

"O resultado negativo deste ano é um pouco melhor do que nossa previsão anterior porque após o primeiro confinamento tivemos uma recuperação económica muito forte", disse Gentiloni, em entrevista à euronews.

Novo orçamento e nova vacina poderão inverter o quadro

O executivo comunitário espera que o quadro se possa inverter a partir do momento em que haja uma vacina e que sejam distribuídas as verbas do novo orçamento da União Europeia para 2021 a 2027, em particular o fundo recuperação de 750 mil milhões de euros.

É claro que a situação de pandemia poderá ser analisada de forma mais eficaz e otimista quando começarmos a ter a distribuição de uma vacina, no próximo ano.
Paolo Gentiloni
Comissário europeu da Economia

"Um factor que vai influenciar será a disponibilização dos programas europeus comuns, já que não incluímos nas previsões o total impacto que essas verbas terão nos programas nacionais de recuperação e resiliência, que só serão apr ovados nos próximos meses. E, em segundo lugar, é claro que a situação de pandemia poderá ser analisada de forma mais eficaz e otimista quando começarmos a ter a distribuição de uma vacina, no próximo ano", acrescentou o comissário europeu da Economia.

Com a quebra das receitas fiscais e aumento da despesa social dos governos, as previsões apontam para um grande aumento do défice e da dívida pública na zona euro.

A taxa de inflação continua a descer devido à baixa procura dos serviços, sobretudo no setor do turismo, e dos bens industriais.