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Comissão Europeia acusa Amazon de abuso de posição dominante

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Comissão Europeia acusa Amazon de abuso de posição dominante
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A Comissão Europeia acusou a Amazon de abuso de posição dominante na Alemanha e em França, por alegadamente ter prejudicado a concorrência dos mercados retalhistas online. A gigante tecnológica norte-americana é acusada de ter usado em seu benefício dados privados dos vendedores independentes que usam a plataforma, distorcendo a concorrência no mercado do comércio eletrónico.

Cabe agora à Amazon responder às acusações da Comissão Europeia, que se forem confirmadas podem valer-lhe uma multa de 28 mil milhões de dólares (23,6 mil milhões de euros).

"A Amazon distorceu ilegalmente a concorrência nos mercados retalhistas online. A Comissão também decidiu abrir uma segunda investigação sobre as práticas de comércio eletrónico da Amazon... Agora chegamos a esta conclusão preliminar de que a Amazon abusou ilegalmente da sua posição dominante como marketplace na Alemanha e em França - os maiores marketplaces para a Amazon na União Europeia", afirmou a vice-presidente executiva da Comissão Europeia, Margrethe Vestager.

A Euronews contactou um representante da Amazon, que não quis comentar a acusação.

"Saudamos esta acusação. Está na hora de eles realmente fazerem isso. Quando olhamos para algumas das provas claras que já temos sobre o comportamento monopolista da Amazon, precisamos realmente da intervenção da Comissão", afirmou o secretário-geral da UNI Europa, Oliver Roethig.

Este sindicato já tinha enviado uma carta à Comissão Europeia a pedir que a Amazon fosse investigada, por alegadamente pretender espiar os trabalhadores, mas também líderes políticos e terroristas. As dúvidas surgiram com dois anúncios de emprego para recrutar investigadores, entretanto eliminados, que sugeriam que os profissionais teriam como funções vigiar os trabalhadores europeus e acompanhar riscos como iniciativas políticas, terrorismo e atividades sindicais.

Nos Estados Unidos, os ventos também não são favoráveis à empresa. O Congresso está a investigar como empresas como a Amazon, a Apple e Google, operam na economia digital mundial.