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Canárias debatem-se com chegada desmesurada de migrantes

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De  Euronews
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Porto de Arguineguín
Porto de Arguineguín   -   Direitos de autor  Emilio Morenatti/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved
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De cada vez que chega um barco com migrantes a bordo ao porto de Arguineguín, nas ilhas Canárias, há uma mobilização que se repete. Polícias, profissionais de saúde, jornalistas, advogados ativam-se para acompanhar o desembarque.

E há também quem se dirija aqui para tentar avistar e obter informações sobre familiares ou amigos que fizeram a arriscada travessia do Atlântico. Tarek veio de Sevilha para saber do sobrinho que chegou há 10 dias e do qual ainda não tem qualquer notícia.

Sara veio de Itália para tentar ver o irmão, alojado no campo temporário que a Cruz Vermelha aqui instalou. Há mais de 2.300 migrantes abrigados neste porto, em condições de sobrelotação.

Esta terça-feira, as autoridades locais transferiram cerca de duas centenas de pessoas para alojamentos turísticos que se encontram vazios, no sul da Gran Canária.

Neste momento, há quase tanta gente nestes abrigos temporários no porto quantos habitantes na localidade de Arguineguín.

Desde o início do ano, já chegaram às Canárias cerca de 16 mil migrantes, dez vezes mais do que em 2019. Madrid tem multiplicado os contactos diplomáticos com países como Marrocos, Senegal ou Mauritânia para estabelecer acordos de regresso e coordenar esforços para travar as partidas.