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Ativistas pelos direitos das mulheres pedem boicote ao Rally Dakar

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Ativistas pelos direitos das mulheres pedem boicote ao Rally Dakar
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Apoiantes da ativista Loujain al-Hathloul pediram um boicote ao Rally Dakar. Acusam a Arábia Saudita de tentar alterar a reputação do país através do desporto, enquanto a jovem de 31 anos que fazia campanha para que as mulheres pudessem conduzir, continua presa.

Os participantes no rally devem passar a poucas centenas de metros da prisão Al-Ha'ir de Riade, onde Loujain está atualmente detida. Em prisão preventiva desde 2018 foi considerada culpada de espionagem e de conspiração contra o reino saudita através da internet.

O governo saudita colocou na cadeia alguns ativistas dos direitos das mulheres apenas por defenderem os seus direitos básicos enquanto mulheres, incluindo o direito de conduzir. Isto é uma ironia incrível, já que a Arábia Saudita recebe a Fórmula 1 e o Rally Dakar.
Minky Worden
Diretora - Human Rights Watch

A Arábia Saudita é acusada de usar o desporto para construir uma reputação positiva e desviar a atenção do histórico relacionado com os direitos humanos.

A diretora da Human Rights Watch, acredita que o fato de o reino receber a 43ª edição do rally Dakar é um exemplo de "lavagem desportiva".

Estes eventos fazem parte de uma estratégia deliberada do governo que pretende "branquear" violações de direitos humanos. São gastos milhares de milhões de dólares com estas diversões extravagantes ou eventos culturais, mas é apenas uma distração do passado atroz do governo saudita em relação aos direitos humanos.
Minky Worden
Diretora - Human Rights Watch

Minky Worden acrescentou ainda que a Human Rights Watch e outras organizações de direitos humanos tentaram contatar a Amaury Sport, a organização francesa responsável pelo evento, mas sem sucesso.