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Muçulmanos podem estar a ser alvo de campanha contra a vacinação

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De  Nara Madeira com AP, AFP
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Reino Unido
Reino Unido   -   Direitos de autor  AP
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No Reino Unido o programa de vacinação avança a todo o gás mas há ainda questões que se colocam, entre elas as religiosas.

Há vacinas que têm, na sua composição, produtos derivados do porco. Pfizer, AstraZeneca e Moderna já fizeram saber que não é o caso das suas. Mas há "teorias da conspiração que circulam nas redes sociais" que espalham "o medo", como refere Imran Ahmed, do Centre for Countering Digital Hate:

"A comunidade muçulmana teme que, de alguma forma, a vacina contenha componentes que não são halal. Eles estão dispostos a usar informações incorretas, deturpações e mentiras descaradas", explica Ahmed.

A Indonésia aprovou a vacina chinesa, Sinovac, dizendo que ela não contém nada que seja interdito para os muçulmanos. O presidente do país até já foi vacinado.

Apesar das empresas tentarem tranquilizar tudo e todos acredita-se que poderá estar a acontecer essa campanha de desinformação, entre os muçulmanos, e por parte de quem é contra a vacinação. O que, diz um estudioso do Islão, vai contra os ensinamentos:

"Acreditar no processo médico é um dos ensinamentos básicos do Islão. Eles focam-se sempre na razão, inteligência, investigação científica e no desenvolvimento intelectual", explica, Shiekh Muhammad Tahir ul-Qadri, jurista, político e estudioso paquistanês do Islão..

O Reino Unido, o país com mais mortes por Covid-19 da Europa, registou um grande aumento de casos no final de 2020. Alguns cientistas dizem que a causa é a nova variante identificada em Inglaterra.