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Aprender em tempo de pandemia

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De  Nara Madeira com Lusa
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Soure, Portugal
Soure, Portugal   -   Direitos de autor  Euronews/Lusa
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A Covid-19 está a transformar a vida das crianças e adolescentes nos países que viveram, ou estão a viver, períodos de confinamento. Falta-lhes o convívio com os amigos e até a escola.

Portugal é um deles e as aulas dão-se agora virtualmente mas há as chamadas escolas de acolhimento sobretudo para os filhos dos chamados trabalhadores essenciais.

A psicóloga do Agrupamento de Escolas de Soure, Cristina Afonso, explicava à agência Lusa que as crianças regressaram à escola, depois do primeiro confinamento, com alegria e vontade de falar mas que este segundo estão a gerir menos bem.

Na semana passada mais de 1.600 alunos frequentaram as cerca de 700 escolas abertas um pouco por todo o país. Mas de acordo com o Ministério da Educação a meio desta semana eram já mais de 2.500. Ainda assim, muito longe das multidões e da azáfama dos estabelecimentos de ensino em tempos normais.

Luísa Pereirinha, diretora do mesmo agrupamento de escolas explicava que o importante, hoje é fazer com que as poucas crianças que continuam a ir à escola se sintam num ambiente confortável.

Confortável respeitando as regras sanitárias a que a pandemia obriga. Nesta escola fazem-se amigos e procura levar-se uma vida normal. As aulas através de um ecrã de computador, com os professores de cada turma, não são opcionais. Mas aqui há professores e psicólogos prontos para responder aos outros desafios que se colocam.

Para as crianças é uma estranha nova realidade. Mariana Batista sente falta dos amigos que via todos os dias na escola e até do quadro negro no qual a professora escreve, e dessa aprendizagem na sala de aulas. Agora vai ser tudo através de computador e, desabafa, mais complicado.

Em janeiro o governo português anunciou a suspensão das aulas e um período de onze dias de férias. Uma parte das escolas preparou-se para continuar a receber alunos e, nas duas últimas semanas, foi um espaço dedicado a atividades lúdicas.

Na próxima segunda-feira recomeçam as aulas, não presenciais. Professores e funcionários vão continuar atentos a eventuais sinais, e não apenas os diretamente ligados à Covid-19, enquanto os alunos se voltam a concentrar na aprendizagem.

Editor de vídeo • Nara Madeira