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UE compra 300 milhões de doses da vacina Moderna

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De  Isabel Marques da Silva  & Jack Parrock
UE compra 300 milhões de doses da vacina Moderna
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A Comissão Europeia confirmou, quarta-feira, a compra de 300 milhões de doses da vacina da farmacêutica norte-americana Moderna. É uma das vacinas autorizadas, juntamente com a da Pfizer- BioNTech e a da Astrazeneca.

A presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, alertou para o risco de fraude face a notícias sobre agentes privados que se oferecem para mediar a compra de vacinas.

Ursula von der Leyen reiterou que não tem conhecimento de negociações paralelas dos governos dos Estados-membros com as empresas com as quais tem trabalhado.

“Conseguimos chegar a um acordo sobre este enorme volume de vacinas que descrevi: 2,3 mil milhões de doses para a União Europeia e países vizinhos. Na verdade, com os 300 milhões de doses de Moderna, é ainda um volume maior. É neste quadro que estamos a operar, e a Comissão não foi notificada de nada mais", disse a presidente, durante uma conferência de imprensa, em Bruxelas.

Rússia não é a solução para a UE

Questionada sobre a eventual aprovação da vacina russa Sputnik V, Usula von der Leyen disse que a Agência Europeia de Medicamentos ainda não recebeu um pedido para autorizar a sua comercialização.

Mas como o programa de vacinação na Rússia está bastante atrasado, a presidente da Comissão Europeia duvida que o governo russo tenha a necessária capacidade de exportação da vacina desenvolvida por um organismo científico público.

Os analistas consideram que as metas europeias podem ser atingidas a tempo.

"Já se ultrapassou o momento mais complicado no fornecimento das vacinas. As autoridades de saúde nacionais mais transparentes indicaram que vão poder melhorar significativamente a vacinação daqui para frente - e isso é uma notícia muito boa", disse Jacob F. Kirdegaard, analista do centro de estudos The German Marshall Fund of the US, em entrevista à euronews.

A Comissão Europeia anunciou a criação do projeto HERA que vai analisar como adaptar a investigação e produção das vacinas para responder às novas estirpes de Covid- 19 que já surgiram e a outras que possam ser detetadas.