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Banho de sangue no Myanmar

Protesto em Yangon
Protesto em Yangon Direitos de autor STR/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved.
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De  Euronews
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Foi o dia mais sangrento no Myanmar desde o golpe do dia 1. A enviada das Nações Unidas, Christine Schraner Burgener, diz que as autoridades aparentam estar a usar pistolas-metralhadoras e que há pelo menos 1200 detidos em paradeiro incerto.

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Banho de sangue no Myanmar. Pelo menos 38 pessoas morreram e inúmeras ficaram feridas esta quarta-feira nos protestos contra a junta militar, reprimidos a tiro, bastonadas e gás lacrimogéneo pelas forças de segurança.

Foi o dia mais sangrento desde o golpe do dia um de fevereiro. A enviada especial do secretário-geral das Nações Unidas, Christine Schraner Burgener, dá conta da situação. "Parece que a polícia usou armas como pistolas-metralhadoras de nove milímetros, ou seja, munições reais. Temos cerca de 1200 pessoas detidas e muitas famílias não sabem onde estão os detidos e se estão bem de saúde".

O Conselho de Segurança da ONU tem previsto abordar o problema no Myanmar numa reunião à porta fechada na sexta-feira. Sanções estão em cima da mesa mas serão pouco prováveis, se repetir-se a oposição da Rússia e da China na condenação da violência empregue pelas autoridades de facto do país.

Os manifestantes exigem às forças armadas, que governaram o país com punho de ferro entre 1962 e 2011, o regresso da democracia e que reconheçam os resultados das eleições de novembro, ganhas pela Liga Nacional para a Democracia da Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, detida pela pelos militares, tal como outros líderes eleitos.

Entretanto, os funerais de manifestantes repetem-se todos os dias em várias cidades do país.

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