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UE pondera sanções à Rússia e Myanmar

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UE pondera sanções à Rússia e Myanmar
Direitos de autor  Yves Herman/AP
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As sanções à Rússia na sequência do caso Navalny e a situação em Myanmar são os temas principais na agenda deste encontro dos ministros dos negócios estrangeiros da União Europeia. O bloco pode vir a impor novas sanções coletivas.

Essa é a vontade, por exemplo, do chefe da diplomacia alemã Heiko Maas: "Vamos discutir se damos, ou não, um mandato aqui em Bruxelas para impor novas sanções à Rússia, sobretudo devido à condenação de Alexei Navalny e ao facto de ele ter de passar a reclusão numa colónia penal. É isso que nos vai ocupar hoje. Sou a favor de dar um mandato para preparar essas sanções e listas de indivíduos", disse Maas.

Também a Bielorrússia está na agenda dos ministros, com a repressão continuada do regime de Alexander Lukashenko sobre os ativistas pró-democracia.

Josep Borrell, alto representante para a política externa comunitária, defende uma ação mais severa: "Na Bielorrússia, a repressão está a escalar. Aumenta a intimidação da sociedade civil. Também aí temos de considerar uma resposta rápida", disse.

Os chefes da diplomacia da UE mostram-se prontos a aplicar sanções aos responsáveis pelo golpe militar em Myanmar. Pedem uma desescalada da crise política, o regresso a um governo civil e a libertação dos presos, nomeadamente a da até agora líder de facto do país, Aung San Suu Kyi.