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Teste eleitoral às restrições contra a Covid-19 nos Países Baixos

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Protestos contra as restrições da pandemia nos Países Baixos
Protestos contra as restrições da pandemia nos Países Baixos   -   Direitos de autor  AP Photo/Patrick Pos
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Os Países Baixos são o primeiro Estado-membro ocidental da União Europeia a ir a eleições legislativas em contexto de pandemia. Em dezembro, a leste, a Roménia já escolheu um novo executivo, com a mudança a castigar as medidas impostas.

O escrutínio neerlandês da próxima semana está a ser visto como um teste às políticas impostas pelos diversos governos para conter a Covid-19.

O primeiro-ministro Mark Rutte, que se demitiu em janeiro devido a um escândalo nas finanças públicas, mantém-se como favorito apesar dos muitos protestos e até da revolta popular contra as restrições.

De uma forma geral, parece haver aceitação dos eleitores das decisões tomadas pelo líder liberal conservador, mas nos últimos dias as sondagens têm indicado um distanciamento face ao Governo, como nos explica um politólogo da Universidade Livre de Amesterdão

"Vemos nas nossas análises que as preferências dos eleitores viraram à esquerda. Perceberam que as pessoas precisam de apoio. De apoio financeiro do Governo. Por isso, a economia está de novo no topo, enquanto nas quatro ou cinco eleições anteriores era a imigração a prioridade", explicou-nos André Krouwel.

A mudança sugerida nas tendências de voto também não é boa para o líder populista da extrema-direita neerlandesa.

Depois do bom resultado de há quatro anos, a queda para segundo plano da imigração enquanto prioridade dos eleitores pode custar a Geert Wilders a perda de alguns dos 20 deputados conquistados em 2017.

Embora se deva manter como líder da segunda força política nos Países Baixos, mesmo assim Wilders continua sem grande abertura dos restantes partidos para alianças e aspirar a governar.

De resto, não parece haver força suficiente na oposição que ponha em causa a liderança do Partido Popular para a Liberdade e Democracia, liderado por Rutte. Ainda menos sem possibilidade de haver comícios de rua.

Num sufrágio inédito devido ao SARS-CoV-2, os maiores de 70 anos puderam votar via postal até esta sexta-feira, enquanto as urnas abrem segunda-feira e fecham três dias depois.