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Depois do terrorismo, a fome em Cabo Delgado

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Cabo Delgado
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A crise humanitária na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, é cada vez mais grave. De acordo com a "Fundação Ajuda à Igreja que Sofre", aumentam os casos de cólera e malária entre os mais de 600 mil deslocados que fogem dos ataques armados que se fazem sentir na região.

Os campos foram abandonados e a seca dificulta ainda mais a situação. Henriques Laba, secretário da aldeia de Mute, não tem dúvidas. A situação mais grave, de momento, é a fome, uma vez que não recebem qualquer tipo de apoio.

A principal estrada da região está cortada por motivos de segurança e a ajuda humanitária não tem forma de chegar a vários pontos da província.

O Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários estima que haja cerca de 950 mil pessoas "a enfrentar fome severa" no norte de Moçambique, um quarto das quais são crianças.