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NATO envia recado à Rússia

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NATO envia recado à Rússia
Direitos de autor  AP Photo/Francisco Seco, Pool
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A NATO exortou a Rússia a pôr fim ao envio de militares para a fronteira com o leste da Ucrânia. Uma declaração conjunta entre o secretário-geral da Aliança Atlântica e o chefe da Diplomacia ucraniana, num momento de grande tensão.

Kiev não quer um conflito armado a NATO quer pôr a Rússia no seu lugar. Jens Stoltenberg afirmou que "o considerável aumento do poderio militar da Rússia é injustificado, inexplicado e profundamente preocupante. A Rússia deve acabar com isso dentro e à volta da Ucrânia, deve parar com as provocações e diminuir, imediatamente, essa escalada militar", afirmou o responsável pelo organismo internacional.

Já o chefe da Diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, esclareceu que a Ucrânia não quer uma guerra. "Não planeamos nenhuma ofensiva ou escalada de violência. A Ucrânia segue os meios diplomáticos e políticos para resolver o conflito", explicou o governante.

Alguns analistas ocidentais veem o avanço russo como uma resposta do presidente Vladimir Putin às preocupações políticas internas. Bruno Lete, analista para a Defesa e Segurança, no German Marshall Fund, organização dos EUA, diz acreditar que aquilo a que se está a assistir "agora na fronteira, mais militares, é uma maneira de Putin mostrar que é ele que manda, é uma forma de dizer "ainda estou no comando, ainda estou no poder e a Rússia pode prejudicar os interesses ocidentais, na Ucrânia"".

Moscovo garante que está apenas a responder a uma ameaça e diz que a NATO e os EUA estão a transformar a Ucrânia num "barril de pólvora" ao apoiar o país e garantindo que farão tudo pela segurança da Rússia e dos seus cidadãos onde quer que eles estejam. A Rússia considera que a Crimeia faz parte do seu território, e anexou o território, mas grande parte da comunidade internacional diz que ela pertence à Ucrânia.