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Jovens empreendedores aproximam África de França

Ciclo de debates em Angola
Ciclo de debates em Angola Direitos de autor Euronews
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De  Neusa SilvaEuronews
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Angola acolhe debates para preparar encontro de jovens empreendedores africanos na cidade de Montpellier, em julho.

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Jovens empreendedores de doze países africanos deram início a um ciclo de debates para analisar como mudar a narrativa no relacionamento entre África e França.

A iniciativa está a ser coordenada pela embaixada francesa nos países africanos e faz parte dos preparativos para a cimeira África-França que acontece em julho, na cidade de Montpellier.

Louis-Antoine Souchet, diretor da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para Angola, disse em entrevista à Euronews que a próxima cimeira promovida pela França vai ser muito diferente das anteriores. A ideia é convidar a sociedade civil africana.

“É uma forma de uma primeira resposta a essa ideia de mudar essa relação entre a França e África” acrescentou.

Angola é o único país lusófono a acolher o ciclo de debates. Durante o evento promovido pela Agência Francesa de Desenvolvimento, quatro empreendedores angolanos partilharam as suas experiências sobre como as suas iniciativas no mundo das startups tem contribuído para melhorar a qualidade de vida dos grupos mais vulneráveis em Angola.

Vanda Saturnino de Oliveira, fundadora e sócia-gerente da Bantu Makers, disse que é importante começar a criar projetos sustentáveis que ao longo do tempo tenham o potencial de escalabilidade:  “Porque ao estarmos a resolver um problema em Angola, provavelmente estaremos a resolver um problema noutras partes de África, porque temos contextos similares”.

Já Geraldine Geraldo, fundadora da plataforma digital Roque Online, que se dedica a ligar vendedoras do mercado informal a potenciais compradores e fornecedores, defendeu o surgimento de mais startups que possam ligar os empreendedores de África aos países da Europa.

No final do evento, disse em entrevista à Euronews que “a globalização já tem feito a abertura desses caminhos. Quais são as formas que se podem fazer estas ligações digitais e virtuais para ter acesso às pessoas na França e noutros países europeus. Isto já está a acontecer naturalmente, mas há necessidade de termos mais plataformas especificamente dedicadas a fazer esta ligação e já muitas estão a surgir”.

A organização espera reunir em Montpellier, de 8 a 10 de julho próximo, entre 500 e 600 startups e empresas africanas representativas da nova geração do continente africano, vários atores da esfera financeira africana e francesa, bem como parceiros técnicos, como a Agência Francesa de Desenvolvimento AFD e da Proparco.

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