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Nato inicia retirada do Afeganistão

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Vinte anos depois, a Aliança Atlântica está de armas e bagagens de saída do Afeganistão.

Começou. Vinte anos de presença no Afeganistão chegam ao fim. A NATO já começou a retirar a suas forças do país. É a conclusão da Missão Apoio Resoluto. O início da retirada foi tornado pública pela Casa Branca e por um alto responsável da Aliança Atlântica, citado pela agência France Press.

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Por razões de segurança, não há dados sobre as etapas de saída dos contingentes das diversas nações.

Esperam-se ataques. Haverá por isso um dispositivo de segurança reforçado.

O Exército afegão diz estar preparado para resistir sem a presença da Aliança Atlântica. "Aprendemos algumas táticas novas dos nossos instrutores estrangeiros. Vamos usar as táticas de guerra nas nossas operações futuras, na época de combates da primavera", explica um militar afegão.

O presidente norte-americano anunciou em meados de abril que a missão tinha sido cumprida e que a conclusão da retirada está prevista para 11 de setembro, data simbólica, já que os Estados Unidos e a Nato intervieram contra a al-Qaida naquele país depois dos atentados contra as torres gémeas em 2001.

A operação tornou-se também possível depois do acordo de fevereiro de há um ano, sob a presidência de Donald Trump, que previa a retirada se os talibãs cortassem ligações com grupos terroristas, participassem em negociações interafegãs para um cessar-fogo permanente e estabelecessem um roteiro político para o país.

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