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Covid-19 e independência dominam campanha eleitoral escocesa

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Covid-19 e independência dominam campanha eleitoral escocesa
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Gestão da Covid-19 e o "divórcio" do Reino Unido estão a marcar os últimos dias de campanha eleitoral na Escócia.

Este sábado, centenas de pessoas marcaram presença em dois protestos opostos para promover as ideias em confronto nas eleições parlamentares, marcadas para quinta-feira, 6 de maio.

As sondagens apontam para nova vitória do Partido Nacional Escocês (SNP), de Nicola Sturgeon, mas só um triunfo claro poderia permitir avançar de novo para um referendo sobre a saída da Escócia do Reino Unido e uma possível candidatura a regressar ao seio da União Europeia.

Uma sondagem citada pelo jornal "The Herald" sugere que o SNP pode conseguir 68 dos 129 assentos disponíveis em Holyrood, o Parlamento escocês. Seriam mais sete do que os atuais 61.

Para os apoiantes dos desejos de soberania escocesa de Nicola Sturgeon, a independência poderia ajudar a gerir melhor uma crise como a atual provocada pela Covid-19.

"Se o Parlamento escocês disser que pretende fechar as fronteiras porque o número de casos na Escócia é melhor que o de Inglaterra, e é melhor do que o de muitos outros países, não o podemos fazer porque não temos os poderes soberanos da independência", argumenta Bob Glenn, um reformado escocês, apoiante da independência.

Outros eleitores, no entanto, defendem ser melhor continuar a fazer parte do Reino Unido para não fragilizar a Escócia durante uma crise como esta da Covid-19.

"Devido aos efeitos catastróficos da pandemia, não acredito que seja o momento certo para a Escócia se separar do Reino Unido. Acredito que juntos somos mais fortes. A união pode funcionar muito melhor em conjunto", defende a economista S. J. Brown, uma apoiante da união britânica.

Escócia Vs. Inglaterra

Numa das medidas mais recentes com vista ao desconfinamento, a primeira-ministra escocesa em exercício, Nicola Sturgeon, anunciou a reabertura de lojas, bares e restaurantes a partir de 26 de abril, são duas semanas após o primeiro ministro Boris Johnson ter decidido levantar também restrições similares em Inglaterra, os 'pubs' e os restaurantes já vão poder atender clientes no interior a partir de 12 de abril.

Entretanto, os escoceses, agora, também já podem circular à vontade por todo o Reino Unido e alguns poderão inclusive participar nos eventos-teste a decorrer em Inglaterra para aferir a possibilidade de, por exemplo, os grandes concertos de música e os jogos de futebol poderem voltar a ter público durante o verão.

Este sábado, decorreu em Liverpool o segundo e último dia do festival "First Dances", com mais de três mil pessoas a assistir a cada uma das noites de atuações de diversos DJ sem terem de respeitar quaisquer restrições anticovid.

O ponto alto da noite de sábado foi a atuação do DJ e músico Fatboy Slim, nome artístico do produtor Norman Cook.

O público celebrou sem máscaras nem qualquer distanciamento social, permitindo imagens normais do período pré pandemia.

O evento faz parte de um "Programa de Estudo de Eventos" promovido pelo governo britânico e visa testar diversas contingências para permitir a reabertura de grandes eventos e da vida noturna a tempo do verão.

Este domingo, Liverpool recebe mais um evento: o "Festival Republic" vai decorrer no Sefton Park, com 5 mil pessoas a circular livremente pelo espaço e sem ter de respeitar quaisquer restrições anticovid além da apresentação de um teste negativo realizado no próprio dia.

Os bilhetes para este evento esgotaram a meio da semana e as portas abrem às 16h30 para receber quem acedeu a pagar para participar nesta experiência onde se procura aferir se e como multidões ao ar livre podem aumentar o risco de transmissão do SARS-CoV-2, lê-se na nota dos organizadores do festival.

O cartaz do "Festival Republic" inclui os britânicos Blossoms, de Manchester, como cabeças de um cartaz onde figuram ainda os compatriotas The Lathums, de Wigan; a jovem Zuzu, de Liverpool; e ainda a DJ Katie Owen,do País de Gales.