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Eleições escocesas abrem caminho à independência

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Eleições escocesas abrem caminho à independência
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A vitória dos partidos separatistas nas eleições escocesas da semana passada significa que a saída do Reino Unido regressa ao topo da agenda.

Para o partido SNP da primeira-ministra Nicola Sturgeon e para Os Verdes, ambos a favor de uma Escócia independente, o caminho a seguir é o regresso à União Europeia.

No entanto, primeiro é necessário levar a cabo um novo referendo para a independência que, por enquanto, o governo britânico rejeita.

Mas se tal momento chegar, quão fácil será à Escócia regressar à União Europeia?

"Se o resultado do referendo for "sim", penso que se for nos próximos cinco anos, a Escócia permanecerá próxima às leis e legislação europeias e tem ainda quase meio século de experiência no seio da UE. Penso que o caminho com vista à adesão é muito claro" defende Kirsty Hughes, diretora do Centro Escocês de Relações Europeias.

Manter o alinhamento corrente com as leis europeias depende da direção que o Reino Unido vai assumir nos próximo anos enquanto forja um caminho próprio fora da União Europeia.

Depois haveria igualmente a questão da fronteira entre a Escócia e Inglaterra, um país dentro da União, o outro, fora.

Do lado europeu, qualquer acordo entre a Escócia e Bruxelas teria que ser apoiado por todos os estados-membros.

Para alguns países, como Espanha, tendo os seus próprios problemas separatistas, trata-se de uma questão a considerar.

"Espanha não terá problemas com a adesão da Escócia desde que o processo de independência tenha sido legal e constitucional e o que isso significa do ponto de vista espanhol e de outros estados-membros é que essencialmente Londres e Edimburgo chegaram a acordo. Se Londres não reconhecer a Esc´cocia como país independente, se a Escócia sair do Reino Unido sem um divórcio negociado, isso criaria muita confusão. Isso é claro. Nicola Sturgeon afirmou que isso é algo em que ela nem sequer quer pensar", afirma Kirsty Hughes.

Uma área que poderá criar problemas são as finanças públicas.

Uma Escócia independente arrisca-se a iniciar uma nova vida com uma dívida pública muito mais elevada do que é normalmente permitido pelas regras europeias.

De momento, Bruxelas mantém o silêncio quanto a esta questão, algo que no futuro poderá tornar-se mais difícil.