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"Dia da libra negra" promove empresários negros

Livraria em Londres, Reino Unido
Livraria em Londres, Reino Unido Direitos de autor Euronews
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"Dia da libra negra" promove empresários negros, do Reino Unido, numa plataforma online mas tendo como objetivo vender para toda a Europa.

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Aimée Felone é dona de uma livraria em Londres. Publicações para leitores de palmo e meio e com mensagens claras, como a passada no livro "Pequenos líderes", para crianças de todas as idades, um dos mais vendidos porque, diz Aimée "é inspirador".

Inspirado, também, mas pelo movimento "Black lives matter" foi criado, no ano passado, o dia da libra negra para incentivar às compras online, em lojas como a de Aimée. 

Uma ajuda para quem se viu forçado a fechar portas devido à pandemia. Aimée diz ter assistido, "provavelmente, a um aumento entre 150 a 200% num período de tempo muito curto o que foi espantoso mas ao mesmo tempo avassalador". São "uma loja pequena, em termos físicos", e a equipa é, igualmente, reduzida. "Fomos tentando gerir as encomendas", explica.

Os vendedores devem inscrever-se num portal criado para o efeito. É através dele que clientes, de toda a Europa, podem fazer as suas compras. Um projeto criado por um rapper. Swiss, diz ter-se apercebido _"_que não há muitas empresas de negros" onde vive. "Todos os negros sabem que temos problemas sistémicos no país, não temos as mesmas oportunidades", frisa.

O British Business Bank diz que em Brixton, Londres, apenas uma em cada 20 pequenas empresas são de pessoas de minorias étnicas e são poucos os empresários negros que conseguem financiamento para os seus negócios o que dá mais sentido à iniciativa, acredita o seu criador. 

A ideia surgiu um dia quando viajava de carro. O objetivo era criar um dia em que todas as pessoas se unissem e gastassem "dinheiro em empresas de negros", ajudando a construir a economia britânica.

Um ano depois o projeto promete. Swiss diz que está tudo a correr bem, que tem sido um caminho fantástico e ele não termina aqui. Querem chegar a "qualquer lugar onde os negros sejam considerados uma minoria e economicamente desfavorecidos"

Joycelyn Mate é co-fundadora do Afrocenchix, produtos naturais para o cabelo. Ela sabia que o seu negócio tinha pernas para andar mas faltava-lhe um pequeno, grande, empurrão:

"Não tínhamos como criar uma rede, nem entre amigos e familiares. Não tínhamos pais que nos dessem dinheiro para o nosso negócio, não tínhamos tios e tias ricos. No primeiro Dia da Libra Negra ganhámos mais dinheiro do que alguma vez ganhámos num dia e isso continua a beneficiar-nos até hoje. Estamos muito gratos". Hoje, a ambição continua a crescer. Querem "levar o negócio para África, para os EUA". Querem ver os seus "produtos nas mãos de mais famílias"

Finalmente, conseguiram receber o capital de que precisam para expandir o negócio e esperam que o seu sucesso sirva de exemplo para outros.

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