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Eurodeputados querem reconhecer crimes de "ecocídio"

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Eurodeputados querem reconhecer crimes de "ecocídio"
Direitos de autor  Denis Doyle/AP
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Melhor definir os crimes ambientais e criar mais empenho e responsabilidade ecológia nas empresas. Este o sentido da iniciativa adotada esta quinta-feira pelo parlamento europeu.

Os eurodeputados querem levar à justiça os responsáveis por crimes ambientais que representam a quarta atividade criminal mais lucrativa a nível mundial.

"Queremos levar os responsáveis, pessoas ou empresas, ao tribunal e que sejam punidos como acontece nos Estados Unidos porque na Europa somos um bocado antiquados neste tipo de crimes", afirma o relator do texto, o eurodeputado holandês do PPE, Antonius Manders.

Para os Verdes, é preciso reconhecer os crimes de ecocídio. São os crimes mais graves contra o planeta como as marés negras ou as catástrofes nucleares que podem mudar a situação jurídica e política.

A eurodeputada dos Verdes, Marie Toussaint, afirma que a prevenção é a melhor política.

"Teríamos uma possibilidade real de enfrentar estes ataques ambientais através de processos reais e ao mesmo tempo condenar estes ataques. A ideia é prevenir estes crimes, isto significa colocar em ação regras que possam impedir que essas coisas aconteçam. Principalmente quando se fala de governança das empresas vemos bem que o interesse económico de curto prazo é o que comanda as ações dos dirigentes das empresas que enfrentam as pressões dos acionistas. Se ativarmos regras penais, os acionistas deixam de poder pressionar os dirigentes da Total, Esso ou Shell no sentido de continuarem a explorar as energias fósseis que são uma ameaça para o mundo natural", defende a eurodeputada francesa.

Esta iniciativa reflete apenas a posição do Parlamento Europeu. Cabe agora aos eurodeputados convencerem a Comissão Europeia assim como os estados-membros.