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Mundo saúda tréguas entre Hamas e Israel

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Mundo saúda tréguas entre Hamas e Israel
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A paz regressou ao Médio Oriente. O acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, mediado pelo Egito, foi saudado pelo mundo inteiro. Em Jerusalém, apesar das tréguas, registaram-se confrontos em frente à mesquita de al-Aqsa entre palestinianos e israelitas. Mas os distúrbios foram passageiros.

Para trás fica um balanço de destruição e vidas perdidas. Tanto Hamas como Israel clamam vitória numa guerra que provocou a morte a 243 Palestinianos e 12 israelitas.

Ismail Hanyeh, líder do Hamas, promete continuar a resistir. "Vamos reconstruir Gaza e o que o inimigo sionista destruiu. Iremos reabilitar as capacidades (do povo) e trazer de volta o grande e belo rosto pelo qual Gaza era conhecida", declarou a partir de Doha, no Qatar.

Abu Hamza, membro das Brigadas al-Quds, braço armado da Jihad Islâmica, agradeceu o apoio do Irão. "Agradecemos à República Islâmica do Irão, que apoiou a resistência em termos de armas e perícia, e foi uma razão para reforçar as capacidades da resistência material e técnica", disse.

O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu agradeceu o apoio dos Estados Unidos. "Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para evitar baixas civis, baixas desnecessárias (...) Estou também grato ao Presidente Biden por se ter oferecido para ajudar a reabastecer os nossos stocks de mísseis intercetores. Isso é tão importante para salvar vidas israelitas e, ao mesmo tempo, vidas palestinianas", declarou.

Entre os israelitas, o sentimento é misto. Há quem apoie o fim da violência, há quem pense que foi prematuro. "A situação é bastante difícil, porque cada vez que basicamente há uma luta, nós lutamos com eles, eles lutam connosco, as pessoas estão a morrer, e depois, mesmo antes de estarmos prestes a terminar a situação, nós paramos, depois começa outra vez e outra vez e as pessoas estão a morrer, e é terrível", explica um residente de Jerusalém.

Em Gaza o comércio reabriu sem o som de bombas. Mas há ainda muito por fazer, em especial apagar as marcas da guerra. "Trégua é para as pessoas que não sofreram, aqueles que não perderam mártires, ou as suas casas não foram bombardeadas, trégua é para as pessoas que vivem uma situação melhor do que nós, para nós trégua é destruição, trégua é destruição", afirma uma palestiniana, enquanto varre os escombros provocados pela guerra.

A paz reina agora entre o movimento islâmico Hamas e Israel, resta saber até quando.