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Ministros das Finanças do G7 acordam reforma do sistema fiscal global

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De  Nara Madeira  com AP, AFP
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Ministros das Finanças do G7 acordam reforma do sistema fiscal global
Direitos de autor  ALBERTO PEZZALI/AFP

Reunidos em Londres, os ministros das Finanças do G7 comprometem-se a implementar uma taxa mínima global de imposto sobre as sociedades de 15%.

Os Ministros das Finanças do G7 iniciaram conversações na sexta-feira, na capital do Reino Unido. Os europeus mostravam-se otimistas de que os países mais ricos do mundo concordariam com os planos, já apoiados pelos EUA, de criação desse nível mínimo global de imposto sobre as sociedades.

O acordo será agora discutido, em pormenor, na reunião dos ministros das Finanças do G20 e dos governadores dos Bancos Centrais, em Julho, esclarecia-se na página de Twitter do ministério da Economia e Finanças britânico.

As multinacionais com margens de lucro de, pelo menos, 10% ficam sob vigilância, as com uma margem acima dos 10% serão sujeitas a impostos nos países onde realizaram as vendas.

Há anos que se procurava um acordo sobre uma forma de aumentar os impostos sobre as grandes multinacionais.

O Ministro britânico da Economia e Finanças foi cicerone destas reuniões onde estiveram presentes, e após uma flexibilização das restrições contra a Covid-19, os seus homólogos da Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália e Japão.

As conversações tiveram como objetivo preparar o terreno para uma cimeira mais ampla dos líderes do G7, na Cornualha, Inglaterra, que arrancará a 11 de junho e contará com a presença do Presidente norte-americano Joe Biden, naquela que será a sua primeira deslocação ao estrangeiro desde que tomou posse em janeiro.

Joe Biden que visitará alguns países da Europa. Espera que encontre o presidente russo, Vladimir Putin. Um encontro ansiado por muitos e que está envolto em grande expectativa devido à crise criada pelo desvio de um avião pela Bielorrússia e o apoio de Moscovo a Minsk.

Na referida página de Twitter esclarecia-se que a Cimeira do G7 será neutra em termos de emissões de dióxido de carbono. Explicando que utilizarão "produtos de origem local"; eliminarão "o uso de plástico de utilização única, sempre que possível" e serão utilizados "produtos reciclados e sustentáveis".