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Brasil e Colômbia entram a ganhar numa Copa América "infetada"

De  Francisco Marques
Treinador português pouco pôde fazer para contrariar a supremacia dos anfitriões
Treinador português pouco pôde fazer para contrariar a supremacia dos anfitriões   -   Direitos de autor  NELSON ALMEIDA / AFP
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O Brasil e a Colômbia entraram com o pé direito numa Copa América iniciada com o pé esquerdo devido à Covid-19.

Em choque com as diversas recomendações para não ser organizada a prova no país mais afetado pela pandemia na América do Sul, o Governo brasileiro levou a decisão adiante e este domingo aconteceu o pontapé de saída no Estádio Mané Garrincha, em Brasília,.

O jogo inaugural, o Brasil - Venezuela, decorreu sem adeptos nas bancadas nem sequer a presença do Presidente Jair Bolsonaro, um dos principais responsáveis por o torneio ter sido mudado da Colômbia e da Argentina para o Brasil.

A equipa "vinotinto", orientada pelo português José Peseiro, apresentou-se neste primeiro jogo sem oito jogadores, infetados pelo SARS-CoV-2, a que se juntaram mais 4 elementos da comitiva venezuelana também com Covid-19.

Sem grande surpresa, a canarinha", atual campeã sul-americana após ganhar o título em casa há dois anos, levou de vencida a Venezuela ao marcar três golos sem resposta.

Neymar marcou o segundo, de penálti, e tornou-se, nas contas da FIFA, no segundo maior goleador da história do "escrete", com 67 golos, a 10 do líder, o "rei" Pelé. Marquinhos e Gabriel "Gabigol" Barbosa marcaram os outros golos.

No outro jogo realizado no primeiro dia desta Copa América e também do Grupo B, a Colômbia, sem James Rodriguez no torneio por opção técnica e com dois casos de Covid confirmados na comitiva, estreou-se com uma vitória pela margem mínima (1-0) diante do Equador, que teve o sportinguista Gonzalo Plata a titular.

O golo de Edwin Cardona, ainda na primeira parte, teve de ser confirmado pelo videoárbitro e valeu três pontos aos "cafeteros".

Argentina preocupada

Além da Venezuela e da Colômbia, também a Bolívia, que entra em campo esta terça-feira, já confirmou três casos positivos de Covid-19, incluindo dois jogadores.

A grande rival do Brasil, atual campeão do torneio, a Argentina entra em prova esta segunda-feira diante do Chile, em jogo a contar para o Grupo A.

Com a Copa América a sofrer já várias baixas devido à Covid-19, Lionel Messi não escondeu a preocupação na "albiceleste", que optou por ficar concentrada em Buenos Aires e apenas viajar para o Brasil para realizar os jogos.

Não é fácil. Pode passar-se tanta coisa. Vamos enfrentar outras seleções onde também há risco de contágio.

"Vamos tentar fazer o melhor possível para que nada aconteça, mas, como já disse, não depende só de nós e pode acontecer.
Lionel Messi
Capitão da equipa da Argentina

A Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol) garantiu, numa carta aberta à opinião pública publicada este domingo, horas antes do pontapé de saída na Copa América, estar "plenamente consciente da situação que atravessa o continente e do contexto da pandemia", assumindo "do mesmo modo" reconhecer "a importância que o futebol tem na cultura sul-americana e o papel que desempenha na saúde física, mental e espiritual da população desde o início da pandemia"

"Por isso, com a participação de um painel de especialistas e em estreita coordenação com as autoridades sanitárias dos 10 países (em competição), desenhou e aplicou com êxito rigorosas ações e medidas sanitárias em todos os seus torneios", garantiu a Conmebol, autointitulando-se como "a única confederação do mundo que leva adiante uma vacinação maciça de jogadores, técnicos, árbitros e assistentes".

Editor de vídeo • Francisco Marques