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União Europeia e EUA procuram aproximar-se

De  Nara Madeira com AP, AFP
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União Europeia e EUA procuram aproximar-se
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Europa e EUA, mas sobretudo os Estados-membros do bloco forte europeu, estão de olhos postos na cimeira União Europeia-EUA. Após uma era de dissabores, com Donald Trump, espera-se fazer chegar a bom porto as relações bilaterais. Mas para um analista, o Professor Sven Biscop, do Egmont Institute on International Relations, de Bruxelas, as exigências são hoje outras: "j__á não é suficiente dizer «somos os EUA, somos a UE. Não somos a China nem a Rússia». Penso que as pessoas nos nossos países, mas também em países de todo o mundo não estão à espera de ouvir o que não somos. Esperam ouvir, de nós, o que estamos dispostos a oferecer ao mundo. Qual é o nosso projecto para o mundo", afirmava Biscop.

A chegada de Biden ao poder foi uma lufada de ar fresco para a União Europeia, após os desaires de Trump. Uma "oportunidade para (...) reforçar (...) laços com os EUA". Mas há outras questões que se colocam. Bruno Lete, do Fundo Marshall alemão, explicava que "o__s europeus saudaram este movimento, mas muitos também se lembram do trauma da era Trump. Lembram-se que, o que quer que tenha sido construído ao longo de 70 anos, desapareceu em 3-4 anos sob a presidência de Trump e alguns europeus já pensam em 2024, as próximas eleições presidenciais dos EUA. Irá Biden ganhar, virá outra pessoa alguém? E muitos europeus olham para a parceria transatlântica com isto em mente".

O caminho é longo, depois de Trump retirar o país de tratados e organizações internacionais mas, como frisava o Presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, "o mundo precisa de uma relação UE-EUA forte, sobretudo nestes tempos difíceis".