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Arménia tenta resolver nas urnas a crise gerada em Nagorno-Karabach

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De  Francisco Marques
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Uma eleitora deposita o voto nas eleições arménias de 2018
Uma eleitora deposita o voto nas eleições arménias de 2018   -   Direitos de autor  Vahan Stepanyan/PAN Photo via AP/Arquivo
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Terminou esta sexta-feira a campanha eleitoral na Arménia, onde este domingo são reabertas as urnas para eleger de forma antecipada um novo governo.

O sufrágio foi precipitado pelo primeiro-ministro Nikol Pashinyan, entretanto tornado interino, para tentar amenizar a tensão política no país que foi em tempos a mais pequena república soviética.

Os boletins de voto incluem 21 partidos e quatro coligações políticas, mas as sondagens indicam que as preferências dos eleitores colocam duas forças na frente da corrida: o partido "Contrato Civil", de Nikol Pashinyan ; e a "Aliança Arménia", encabeçada pelo antigo presidente (1998-2008) Robert Kocharyan.

As Nações Unidas apelam a todos os partidos envolvidos nestas eleições arménias a "contribuírem para um ambiente de respeito e paz que permita a livre expressão dos eleitores neste importante passo para o futuro do país".

Nativo do enclave de Nagorno-Karabach, que está na origem destas eleições antecipadas, Kocharyan promete reforçar a segurança do país, estimular o crescimento económico e reconcilar um povo dividido pela guerra e pelas tensões políticas.

Já o primeiro-ministro interino, Nikol Pashinyan, em funções há três anos, é o responsável por esta chamada antecipada às urnas, numa medida para tentar amenizar as tensões políticas espoletadas pela gestão do atrito com o Azerbaijão na região de Nagorno-Karabach, onde um conflito armado começou no final de setembro, durou várias semanas e terá provocado milhares de mortos.

O conflito armado viria a ser suspenso por um cessar-fogo mediado pela Rússia, no qual o governo de Pashinyan terá aceite conceder ao Azerbaijão alguns territórios controlados por arménios em torno do enclave, o que não foi bem acolhido na Arménia e provocou a crise política em torno do executivo de Erevan.

A situação mantém-se sensível entre a Arménia e o Azerbaijão, como o ministério dos Negócios Estrangeiros de Erevan a acusar as forças fiéis ao executivo de Bacu pelas ações judiciais contra prisioneiros de guerra arménios e a alegada captura de civis sob acusações falsas.