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Arménios decidem entre voto de confiança ou regresso ao passado

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De  Francisco Marques  com AFP
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Arménios decidem entre voto de confiança ou regresso ao passado
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A Arménia está hoje a votar para eleger um novo governo ou para dar um voto de confiança ao atual executivo.

Estas são eleições parlamentares antecipadas provocadas pelo primeiro-ministro em funções, Nikol Pashinyan, para tentar amenizar as tensões políticas geradas pelo acordo de tréguas celebrado no enclave de Nagorno-Karabach.

A concessão de territórios ao Azerbaijão, no âmbito desse acordo de cessar-fogo mediado pela Rússia, provocou críticas na oposição, fez Pashinyan perder muito apoio popular e mergulhou o país numa crise política que conduziu ao precipitar das eleições.

Os eleitores arménios têm 21 partidos e quatro coligações no boletim de voto, mas as sondagens indicam que a corrida irá decidir-se entre o partido "Contrato Civil", de Pashinyan, e a "Aliança Arménia", do antigo presidente Robert Kocharyan.

A coligação foi fundada este ano pelo antigo chefe de estado para se candidatar a estas eleições. Presidente do país entre 1992 e 1994, primeiro-ministro entre 1997 e 1998 e de novo presidente entre 1998 e 2008, Kocharyan ficou ligado a um acentuado crescimento económico do país num período de forte construção.

Absolvido já este ano de um caso em que era acusado de ter ordenado a repressão violenta de manifestações pós-eleitorais em 2008, Kocharyan crítica à gestão política do atual executivo e acusa Pashinyan de ser inexperiente enquanto governante. 

O antigo jornalista chegou a primeiro-ministro em 2018 com a promessa de libertar a Arménia do domínio das elites e da corrupção instalada no país. Conseguiu 70% dos votos, mas agora o resultado pode ser bem diferente.

Uma sondagem do instituto MPG, citada pela agência France Press, colocava a "Aliança Arménia" na liderança com 29% das preferências e o partido "Contrato Civil" em segundo, com 25%.